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13 de abril de 2016

O Mistério da Maquina De Costura


casa misteriosa onde assombração vagava


“A casa era estranha porem aconchegante”, respondia sempre  quando Diogo a perguntava o que achava da mesma, lá era onde Vanessa morava há meses e jurava
gostar, exceto pelos barulhos noturnos como de corujas,grilos e outros animais, sem falar na velha impressão de ver algo ou alguém pela casa em certos momentos, mas nunca resolvera entender o motivo, pensava que era apenas fruto de sua imaginação já que era uma garota com a mente um tanto quanto fértil. Seu amigo Diogo se mudou para próximo a casa dela recentemente e como eram grandes amigos trocavam filmes e livros. Ele era a sua única companhia na vizinhança, já que ali era um lugar um tanto pacato. Eles gostavam de sair juntos, conhecer novos lugares, no entanto enquanto ele não estava junto, ela sempre preferia ficar em casa, raramente ia a um lugar e outro. Certo dia ela o contou das coisas que se passavam em sua casa, disse que sentia uma presença estranha, como se houvesse alguém a estivesse olhando ou como se não estivesse sozinha em casa, aquilo atormentava muito, geralmente nessas ocorrências um cheiro pútrido surgia no interior da casa, surgia com um clima horrível e pesado que chegava a causar náuseas.

Disse que uma vez escutou a maquina de costurar funcionando como se alguém a estivesse usando, o barulho dos pedais se movendo (a maquina de costura foi deixada pelos moradores antigos, por ser um item bonito,uma relíquia, Vanessa o deixou como parte da mobília) ao chegar para ver, a máquina estava do mesmo jeito como a tinha deixado. Em certas noites jurava que alguém a vigiava dormir, acordava algumas vezes com uma presença em seu quarto, presença qual não conseguia identificar. Vanessa muitas vezes pensou em deixar a casa, mas preferia acreditar que era coisa da sua imaginação, não queria ser chamada de louca e não estava disposta a arcar com mais despesas. Até que um dia algo mais surpreendente aconteceu, depois de uma noite mal dormida acordou com um cantarolar vindo da sala, uma voz rouca feminina, como se fosse um canto de ninar. Apesar do medo levantou e foi seguindo o canto, ate chegar a sala onde se encontrava a maquina de costura, à medida que se aproximava a musica ficava mais alta e escutou a maquina funcionando, assim que a viu percebeu que nos pedais se encontravam dois pés velhos com veias estouradas e alguns inchaços aparentemente de uma senhora. De imediato seu coração palpitou, sentiu por todo seu corpo uma onda de calafrios percorrendo, a música na qual ouvia parou-se instantaneamente e o silencio foi quebrado apenas pelo rangido dos pedais e pelo tricotar, Vanessa desmaiou antes de ver o resto da figura que ali se encontrava. Acordou na manha seguinte em seu quarto e se sentiu um tanto aliviada por ter se tratado apenas de um pesadelo. Só não tinha se dado conta que havia pequenas manchas vermelhas em seu braço quase imperceptíveis. Logo pela manhã ligou para Diogo que ficou um tanto quanto assustado com o seu relato prometendo-lhe apoio em qualquer situação de risco que aparecesse.

Os  dias se passaram e Vanessa não teve mais outro pesadelos daquele tipo, nem as mesmas sensações, só algumas queixas de dores estomacais que sentia, que era um tanto quase normal pelos problemas alimentares. Diogo tentou convence - lá de vender a máquina e procurar um comprador no intuito dela se livrar das lembranças do fatídico pesadelo, a garota hesitou por um estante, mas depois concordou, só que até então não havia ninguém a procura de uma máquina de costurar tão antiga quanta aquela. Três dias após o pesadelo de todas aquelas perturbações noturnas e tentativas de vendas, Diogo a chamou para sair a um restaurante, sexta a noite combinando de pega-lá as oito. No dia do encontro ao chegar na casa de Vanessa ele tocou a companhia, a casa estava um tanto quanto silenciosa, após horas de insistência temeu por algo ruim e resolveu entrar pela janela dos fundos,que conseguiu arrombar com certa facilidade pelo estado ruim do material. Subiu ate o quarto e se deparou com Vanessa jogada no chão suja de sangue este que saia de sua própria boca. Desesperadamente ele a levou para o carro e de imediato ao hospital, graças o atendimento de emergência, não houve nenhuma tragédia. O problema foi o diagnóstico dos exames que detectou sete agulhas de costura um tanto antigas e enferrujadas encontradas pelo seu corpo, principalmente no estômago, o que tinha provocado as dores e todo o vômito com sangue. Até a data da cirurgia para a retirada das agulhas, Vanessa concordou em ficar na casa de seu amigo, já que depois de todos esses fatos resolveu deixar a residência, e até mesmo a pacata cidade afim de deixar tais lembranças no passado. Como aquelas agulhas haviam parado dentro de Vanessa? Quem seria a misteriosa senhora que tricotava e cantarolava aquela canção? Hoje Vanessa mora com Diogo em outra casa longe da atual e não se queixa mais de problemas algum apesar de que até hoje jurar que ainda escuta em sua mente a canção e o barulho de pedais de costura.

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Ass: Glaucow Maciel Freitas