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14 de dezembro de 2016

A Dor da Culpa


Não me lembro como tudo começou, nem como vim parar aqui, minha carne queima por inteiro, ganchos dilaceram os meu braços. Chamo por socorro, mas ninguém responde, tudo esta escuro, escuto então sussurros que me fazem arrepiar, de repente escuto barulhos de corrente se arrastando, um homem encapuzado com uma mascara engraçada começa a falar comigo.



Não me lembro como tudo começou, nem como vim parar aqui, minha carne queima por inteiro, ganchos dilaceram os meu braços. Chamo por socorro, mas ninguém responde, tudo esta escuro, escuto então sussurros que me fazem arrepiar, de repente escuto barulhos de corrente se arrastando, um homem encapuzado com uma mascara engraçada começa a falar comigo. -Oi. Ele diz como se tivéssemos conversando normalmente. Sua voz e estranha, aguda demais para seu porte, ao seu lado ele traz uma mesinha com vários instrumentos cirúrgicos, até que ele volta a falar comigo. -Os olhos são os espelhos da alma, não entendi o que ele quis dizer com isso, calmamente ele puxa um bisturi começa corta o meu olho lentamente, a dor seria insuportável se neste momento não estivesse completamente anestesiado, começo a gritar de agonia e então pergunto - Por que você esta fazendo isso ? ele responde -Você sabe dos seus pecados. Neste instante lembranças invadem minha cabeça, como fui cruel com as pessoas a minha volta, principalmente com minha irmã Christine. Em um dia do mês de Agosto fui ao cinema junto de minha irmã e o seu marido Roberto, naquele dia estava deprimida por eu ter perdido o meu emprego e ao mesmo tempo ter descoberto as traições que eu passei com meu namorado Edu, enfim, estávamos no meio do filme ate Roberto se levantar e ir ao banheiro, naquele momento eu pensei se eu passei por uma traição, ela também tem que passar, ela tem tudo e eu nada, fui de encontro dele, e no banheiro nos transamos. Depois daquele dia me senti suja, não tocamos mais no acontecido, éramos como estranhos uns com os outros isso fez com que minha irmã desconfiasse, e no fim descobri-se a verdade, ela ficou deprimida, não mantivemos mais contato, depois de um ano recebi um telefonema, era a policia dizendo que havia encontrado o corpo dela e de Roberto estirados no chão de suas casas, o relatório da perícia disse que ela havia dado um tiro em Roberto e depois se matou, minha família nunca me perdoou pelo acontecido, talvez eu mereça o que esta acontecendo comigo neste instante. Naquele momento de reflexão o torturador fez o seu primeiro dialogo formal comigo. -O seu silencio deve ser o sinal de que você sabe o motivo real do seu estado. Ele me disse aquilo como se estivesse me julgando ou punindo. Respondi com dor e Medo. -Sim! Sei, por favor, não me mate. Ele voltou a falar comigo de novo. - Você acha realmente justo o que você fez a sua irmã, acha que foi fácil o que ela passou, acha que ninguém estava de olho em você e nas atrocidades que aconteceu, não irei te matar porque não sou um assassino, em vez disso irei te deixar viver com a marca e a vergonha de seus atos e lembre-se eu não estava te mutilando, torturando ou tentando lhe matar, isso que esta sentindo e sua culpa. Ele me soltou e lentamente fui adormecendo, mas antes eu escutei ele dizer. -Durma com os anjos. Acordei em um hospital, minha família estava entorno da cama, comecei a chora, pedi desculpas a todos, e eles emocionados com o meu discurso finalmente me perdoaram. Alguns dias se passaram e finalmente recebi alta do hospital, quando estava por sair do quarto, uma das enfermeiras apareceu com um ramalhete de flores direcionadas a minha pessoa, dentro delas havia um cartão que dizia. – “Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti”. MATEUS 5:29.

 Se copiar colocar devidos créditos.
Ass : Glaucow Maciel Freitass