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16 de outubro de 2017

9# Joseph Kallinger - 1936 - 1996 (Psicopatas, Maniacos, Assassinos)


Incitado a matar por uma cabeça imaginaria, roubava casas e ainda torturava suas vitimas. Nasceu na Filadélfia em 1936 e antes de completar 2 anos, foi adotado por Stephen e Anna Kallinger costumavam castiga-lo usando desde golpes de cinta até marteladas. Com isso, aos 6 anos, teve que operar de hérnia na coluna. Seus pais lhe disseram que seu pênis também tinha sido operado para que ficasse pequeno e não funcionasse (uma mentira).

Filho único, Kallinger não tinha amigos e passava a maior parte do tempo ajudando os pais adotivos na sapataria da família. Em 1944, aos 8 anos, sofreu abuso sexual de um grupo de meninos mais velhos armados com faca. Essa agressão foi tão traumática que futuramente ele só conseguiria manter uma ereção segurando uma faca.

Aos 17 anos, casou com sua namorada, Hilda, e teve dois filhos, mas a união durou apenas três anos. Em 1958, casou de novo, após sair de um hospital psiquiátrico. Neste relacionamento teve cinco filhos Joseph Jr, Mary Jo, Michael, James e Bonnie. Extremamente abusivo Kallinger costumava aplicar neles os mesmos castigos que tinha sofrido em sua infância. Em 1972 foi denunciado por três de seus filhos e cumpriu pena de quatro meses, Mary Jo revelou que era amarrada e queimada nas nádegas com uma espátula quente, enquanto Joseph e Michael disseram que foram espancados com cabo de martelo e tiras de couro. Na prisão Kallinger foi diagnosticado com esquizofrenia paranoica.

Acreditando ter recebido a missão divina de salvar a humanidade, Kallinger começou a se comunicar com Charlie, uma cabeça imaginaria que lhe ordenava matar. Em julho de 1974, com ajuda do filho Michael, então com 13 anos, ele fez sua primeira vitima: Jose Collazo, um menino de 10 anos, foi morto a facadas e teve seu pênis arrancado. Poucas semanas depois, a segunda vitima: o próprio filho Joseph Jr. Com a justificativa de tirar fotografias, Kallinger e Michael o levaram em um prédio abandonado. La o amarraram em uma escada de obras e o jogaram em uma área inundada, onde morreu afogado. Pai e filho iniciaram uma onda de assaltos em diversas cidades a partir de 1974. Os dois passavam por vendedores e forçavam a entrada. Armados com facas e um revólver, rendiam e amarravam as vitimas as roubando. Torturaram quatro famílias. Duas vitimas foram obrigadas a fazer sexo oral em Kallinger e outra levou uma facada.

Em Janeiro de 1975, a dupla realizou um assalto a uma casa lotada. A enfermeira Marja Fasching, de 21 anos foi morta a facadas por rejeitar a ordem de cortar com os dentes o pênis de uma das vitimas. Na fuga, Kallinger desfez-se da sua camisa manchada de sangue. A roupa foi encontrada e o conectou ao crime. Em poucos dias a policia foi à casa de Michael. Os investigadores descobriram um buraco na parede que fazia divisa com a residência do lado. Lá encontraram Kallinger no telefone com seu advogado. Ele foi detido, enfrentou dois julgamentos e foi condenado à prisão perpetua. Já Michael foi sentenciado a ficar em liberdade condicional até os 25 anos. Kallinger tentou suicídio diversas vezes na prisão. Em uma, sufocou-se com a capa plástica de um colchão. Em outra colocou fogo no próprio corpo com liquido de isqueiro. Foi transferido para um hospital psiquiátrico e depois para uma prisão para criminosos insanos. Lá, tentou matar um detento. Em seus últimos anos passou na solitária sob vigilância de suicídio.


Que fim levou? Morreu na prisão em 26 de Março de 1996, aos 59 anos, de parada cardiorrespiratória. Michael foi para o reformatório e ganhou pais adotivos.

FONTE: Coleção Mundo Estranho, Psicopatas, Maníacos e Assassinos , Editora Abril.