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24 de março de 2018

O Mirante




Em uma cidade de Minas Gerais existe um mirante que fica em um dos lugares mais altos da cidade em meio às montanhas, para chegar ate este local e preciso subir 40 km a carro e andar mais ou menos mais 2 km a pé por ter uma parte não acessível para carros e nenhum outro meio de transporte. Neste lugar pessoas que lá freqüentam ou por lá passam dizem escutar um choro de uma menina e ate mesmo gritos às vezes, já comentaram que ate já viram vultos e coisas muito estranhas acontecerem ali em sua redondeza. Dizem que o lugar e mal assombrado devido ao um estupro seguido de assassinato que aconteceu no local, contam que uma menina foi violentada por dois rapazes que tiveram mortes misteriosas. Um dia após e seus corpos foram encontrados no mesmo local justamente onde o da menina fora encontrado. Era domingo dia 18 de julho de 2010, Rodrigo e seus amigos; Roberto, Julia, Janny e Maria estavam se preparando para acampar neste mirante, tudo estava preparado, estavam de férias e queriam curtir e visitar locais diferentes, como não tinham ido a este local queriam conhecer até pelo fato da historia que cercava o local. Saíram logo cedo para poderem ajeitar tudo o quanto antes. No meio do caminho o carro morre e nada faz com que ele funcione novamente de repente a noite cai e eles então resolvem abandonar o veiculo e seguir a pé já que não estava mais tão longe e seria inútil a tentativa de fazer o carro pegar.

Ao se aproximarem notam que uma luz ilumina o lugar bem em cima do mirante, uma luz fraca, mas que mesmo assim chamou atenção de todos, notam também três silhuetas próximas a luz, mas não podiam ver seus rostos, resolveram então perguntar quem estaria ali, porém não obtiveram resposta, então vão subindo um a um devagar para poderem ver quem e o que estava acontecendo, à medida que se aproximavam percebem que o frio aumentava assustadoramente, perceberam também que a luz havia se apagado e que não tinha ninguém no local, assustados começam a conversar entre si perguntando se realmente todos tinham visto as três pessoas que estavam ali há minutos atrás, e todos confirmam, mas misteriosamente não tinha mais ninguém no local. 

Após alguns minutos de discussão resolvem então esquecer o ocorrido e cada qual pega seus pertences e começam a ajeitar as barracas, quando misteriosamente de longe escutam um choro , um choro que aparentava ser de uma menina, Roberto liga a sua lanterna e ilumina o local de onde vinha o choro e resolve se aproximar para checar, quando de repente o choro para e se ouve um grito de pavor, algo realmente agoniante e estridente vindo do mesmo local de onde vinha o choro, assustadas as meninas entram para barraca, Roberto vai então à direção do lugar e Rodrigo fica de olho no local aonde estava sendo armado o camping, Roberto vai se adentrando mata afora quando se depara com uma cena totalmente fora de sentido uma menina chorando que acenava como se despedisse, quando ele se aproxima a menina desaparece como fumaça ao vento, Roberto volta imediatamente para o local onde estão seus amigos e rapidamente chama todos para sair do lugar que aquilo era surreal o que estava acontecendo , mas Rodrigo pede calma e fala que quer ficar por pelo menos uma noite e que tudo aquilo era fruto da sua imaginação devido o cansaço e até brinca perguntando o amigo se ele havia tomado o ácido que ele tinha trago , Roberto sorri e se tranquiliza então todos vão para a barraca e começam a beber e a se entupirem de drogas. 

O tempo vai passando e todos já parecem meio chapados, Rodrigo e Janny começam a se pegar, Roberto fica com Maria enquanto Julia bebe e espera a vez de participar da brincadeira que logo vira uma verdadeira orgia a festa vai ate tarde, mas quando chega quatro da madrugada alguns adormecem e apenas Rodrigo e Maria ficam acordados e vão arrumando as bagunças no local, porem algo de estranho acontece , de longe eles escutam novamente um choro assustador seguido de um grito pavoroso, Rodrigo corre para ver o que esta acontecendo, chegando ao local onde vira a menina próximo de uma ladeira avista uma menina ensanguentada caindo deste lugar ele corre para tentar segurar mas não chega a tempo , ao se aproximar da ladeira percebe que não tem nenhum corpo caído ali, poderia ver perfeitamente se algo tivesse caído ali por ser um lugar bem baixo , repentinamente ele escuta outro grito só que desta vez ele o reconhece era Maria , ele corre então de volta ao mirante e se depara com uma cena assustadora Maria estava morta , tinha caído de cima do mirante misteriosamente , os seus amigos que ainda estavam dormindo acordam desesperados com os gritos de Rodrigo e não consegue entender o que aconteceu no lugar , eles imediatamente tentam socorrer a garota , mas nada e possível ela já estava sem pulso . Um carro passa no local e se depara com a situação ligam então para a policia, com a chegada dos policiais no local, eles logo levam todos para a delegacia para esclarecerem o que tinha ocorrido, e devido a pericia feita no local e de acordo com a autopsia feita imediatamente dizem que Maria havia assustado antes da morte mas não conseguem entender com o que Maria tinha se assustado, Rodrigo explica a situação que era apenas um acampamento, mas os policiais notam que ele estava bêbado e drogado e muito alterado assim como os demais envolvidos.  

Os jovens são condenados por homicídios e vão a julgamento, Rodrigo pega pena de oito anos de cadeia em regime fechado por ser maior de idade e ter conduzido os demais ate o local, uso de drogas entre outros, sendo todos os outros menores de idade vão para clinicas de tratamento onde lá ficam por um tempo. Ate hoje nada se sabe sobre o ocorrido, Rodrigo já solto ate hoje afirma não saber o que aconteceu no local, às vezes cai em contradição dizendo que Maria tinha visto os espíritos dos estupradores do crime que aconteceu e chocou toda cidade, os outros que estavam no local não sabem de nada não se lembram da festinha nem mesmo do ocorrido era como se não estivem no local. O mirante foi fechado, mas muitos ainda o freqüentam para bebedeira, acampamento mesmo sabendo que e um local de risco, ate hoje dizem escutar gritos e choro no local, muitos afirmam ver vultos de dois rapazes (supostos estupradores fantasmas) e de uma menina, que seria da menina que foi morta, dizem também ver a menina caindo da ladeira que foi onde os estupradores haviam jogado o corpo depois de terem matado. O local e chamado de Mirante Do Inferno. O ultimo visitante foi encontrado pela policia no mato em estado de choque e com o rosto desfigurado, quando recuperou do trauma contou que foram duas meninas que tinham feito aquilo.

By:Glaucow Maciel Freitas
BLOG :http://horrorurbano.blogspot.com/
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19 de novembro de 2017

Caso Ônibus 174

Passageira é morta após Sandro do Nascimento invadir o ônibus 174, no Rio. Ele morreu asfixiado em camburão da polícia.

No dia 12 de julho de 2000, Sandro Barbosa do Nascimento, 21 anos, foi morto pela polícia após manter reféns por cerca de cinco horas em um ônibus de linha no Rio de Janeiro. Antes de morrer, Sandro matou uma das reféns. O sequestro do ônibus 174 foi transmitido ao vivo pela TV.

Sandro cresceu nas ruas do Rio de Janeiro. Sua mãe foi abandonada por seu pai quando ela estava grávida. Com seis anos, ele testemunhou o assassinato de sua mãe, a facadas, na favela do Rato Molhado, onde moravam. Grávida de cinco meses, caiu sobre uma faca que havia sido cravada em suas costas.
Após a morte da mãe, foi morar com a tia, mas fugiu e virou menino de rua. Em 1993, Sandro testemunhou – e sobreviveu – a mais um crime, a chacina da Candelária, na qual oito meninos de rua foram mortos por policiais.
Usuário de drogas, cometia crimes para manter o vício. Amigos da rua diziam que ele cheirava muita cola e cocaína. Ficou preso em uma instituição para menores infratores e, no momento do sequestro, era fugitivo – cumpria duas condenações, por furto e roubo a mão armada. Sandro não tinha documentos.
Às 14h25 do dia 12 de julho de 2000, quando estava em frente ao hospital da Lagoa, na rua do Jardim Botânico, Sandro fez sinal para o ônibus 174, que fazia o trajeto Gávea – Central do Brasil. De bermuda , camiseta, chinelo e revolver 38 à mostra, pulou a catraca e sentou-se em um banco perto da janela. Um dos passageiros notou a arma e sinalizou para um carro da polícia.
Dois policiais interceptam o ônibus em frente ao Clube Militar, e o sequestro tem início. O motorista, o cobrador e vários passageiros conseguem fugir de dentro do ônibus. Porém, Sandro fica com cerca de dez reféns.
Às 14h40, mais policiais chegam ao local e começam as negociações. O Bope (Batalhão de Operações Especiais), tropa de elite da polícia carioca, é chamado para conduzir a negociação com Sandro. Os policiais, sem saber o nome do criminoso, passam a chamá-lo de Sérgio. O sequestrador pede o boné de um policial militar, que passa a usar virado para trás.
Sandro parece visivelmente alterado. Em um determinado momento, ele pede para a refém Luciana Carvalho dirigir o ônibus para saírem do local. Nesse momento, ele se queixa da presença da imprensa e diz para a polícia tirar os fotógrafos e cinegrafistas de perto do veículo. A polícia ainda não tinha isolado a área.
Às 15h48 Sandro atira contra o pára-brisa do ônibus para intimidar a polícia e a imprensa, sem acertar ninguém. Com o passar do tempo, ele começa a falar para as câmeras que o filmavam. “Eu acho que a televisão permitiu que ele se sentisse poderoso”, afirma uma das reféns, no documentário “Ônibus 174”, de José Padilha. “Na medida em que ele sabia que estava sendo filmado e queria ser filmado.”
De acordo com os reféns, ele os obrigava a chorar e a gritar, para que a situação dentro do ônibus parecesse ainda mais dramática. Inicialmente, ele não faz nenhuma exigência. Sandro diz aos reféns que não quer se entregar pois teme ser morto pelos policiais ou na cadeia.
Às 16h02, o refém Carlos Leite Faria, 35 anos, pula a janela do veículo e é brevemente detido como suspeito de ser cúmplice de Sandro. Meia hora depois, Sandro olha para um refém, vê sua bolsa e questiona se o rapaz é estudante. Ao receber uma resposta positiva, afirma: “Então vai embora que você deve estar atrasado”. William Nunes de Moura, 28 anos, sai do ônibus e diz que Sandro parece estar drogado e grita muito.

A refém Janaína Lopes Neves, de 23 anos, é obrigada a escrever com batom no para-brisa do ônibus: “Ele vai matar geral às 6h. Arrancaram a cabeça da mãe dele”. Outras frases como “ele tem um pacto com o diabo” também foram escritas pela refém.
Às 17h24, Damiana Nascimento de Souza é libertada após dizer para Sandro que tinha um irmão na cadeia. Ela já havia sofrido dois AVCs (acidente vascular cerebral) anteriormente e estava passando mal. No episódio, ela sofreu mais um AVC, perdendo a fala e os movimentos do lado esquerdo do corpo.
“Da mesma forma que vocês é perverso (sic), eu também não sou de bobeira não”, grita Sandro de uma das janelas do ônibus. Apontando a arma para a cabeça de uma das reféns, ele afirma que irá matá-la às 18h “para o Brasil inteiro ver” se não receber uma granada. “Há 15 anos, arrancaram a cabeça da minha mãe”, continua. “Eu não tenho nada a perder não.”
Na opinião de psicólogos e cientistas sociais, ele prolongou a situação pois ali sentiu-se poderoso, deixou de ser um menino de rua “invisível”, indiferente aos outros, como sempre fora.
Fazendo ameaças e falando descontroladamente, ele menciona as chacinas de meninos de rua de Vigário Geral e da Candelária. “Vocês não mataram meus amigos na Candelária? Eu tava lá.”
O tenente-coronel José Oliveira Penteado, responsável pelo comando da operação, queria que algum membro do Bope atirasse em Sandro, e atiradores foram posicionados. A localização do sequestrador favorecia uma ação desse tipo: Sandro estava em um ônibus cercado por janelas que permitiam vê-lo.
Ele, inclusive, colocou a cabeça para fora do ônibus diversas vezes. Segundo policiais presentes na ação, houve mais de dez oportunidades para se efetuar um disparo na cabeça de Sandro sem colocar os reféns em risco. No entanto, Penteado recebe várias ligações de autoridades não reveladas dizendo para não matar o sequestrador.
Às 17h38, Sandro coloca um lençol na cabeça de Janaína e diz que irá matá-la. O sequestrador coloca Janaína no chão do ônibus e vai a uma janela, com outra refém, para exigir R$ 1.000, duas granadas e um fuzil.
Sandro então dispara para baixo, supostamente na direção de Janaína. A refém que ele segurava consigo põe a cabeça para fora da janela e diz que ele matou a garota no chão. Do lado de fora, não é possível ver o que acontece com Janaína, que finge ter sido atingida. O sequestrador ameaça matar outra mulher. Segundo as reféns, ele mudava muito de planos.
Às 18h44, um homem de muletas é libertado. Em seguida, sem aviso prévio, ele sai do ônibus usando a refém Geísa Firmo Gonçalves, de 20 anos, como escudo humano. Ele segura Geísa pelos cabelos, aponta o revólver contra sua cabeça e diz aos policiais que esta é a última chance de negociação, senão ele irá matar a refém e suicidar-se.
Escondido na frente do ônibus, um policial do Bope, soldado Marcelo Oliveira dos Santos, 27 anos, aproxima-se de Sandro lentamente pelo lado direito, tentando não ser notado. Porém, quando ele prepara sua submetralhadora HK para atirar, Sandro vira a cabeça em sua direção. O policial erra o tiro e acerta de raspão o queixo de Geísa.
O sequestrador atira nas costas da refém, e ambos caem no chão. Ele faz ainda dois disparos em Geísa antes de ser desarmado. Para os trinta e cinco milhões de brasileiros que acompanham ao vivo pela TV, a impressão é a de que ele havia sido atingido.
A multidão de curiosos avança na direção do sequestrador com a intenção de linchá-lo. Com dificuldade, a polícia coloca Sandro em um camburão, onde ele morre por asfixia. Segundo os policiais que estavam dentro do carro, ele estava muito agressivo, tendo quebrado o braço de um policial e mordido outros. A solução, segundo os policiais, foi fazer ele desmaiar por meio de uma “gravata”.
Policial socorrendo a vitima
A polícia afirmou posteriormente que o soldado que atirou agiu por iniciativa própria – homens do Bope têm esse grau de autonomia. A ação policial foi criticada por uma série de erros e falhas durante a ação: a área demorou para ser isolada, o sequestrador não foi morto quando ele estava mais vulnerável, ou seja, dentro do ônibus, a arma usada por Santos era inadequada, os policiais não tinham rádio e comunicavam-se por sinais, entre outras.
Os dois policiais acusados de assassinar Sandro foram considerados inocentes por um júri popular. A perícia mostrou que Geísa foi atingida por quatro disparos: o primeiro, feito pelo policial, de raspão no queixo, e os outros três, de Sandro – dois no torax e um no braço.
Além do documentário de José Padilha, feito em 2002, o sequestro também foi adaptado para o cinema em “Última Parada 174” (2008), dirigido por Bruno Barreto. Após o crime, a linha 174 mudou de número para 158.

 FONTE:http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/crimes/caso-onibus-174/n1596994175871.html