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4 de agosto de 2018

O Estranho de Hoje

 
             
Estava caminhando pela rua, ia ate a locadora devolver uns filmes que havia pegado, quando um “estranho” me parou e puxou papo dizendo “Rapaz e você mesmo? Nossa como você cresceu, quase não o reconheci, quanto tempo, sinto saudades de quando era novo e ajudava a olhar te olhar, ate passeava com tu quando era bebê, e o seu tio Flávio como esta?” Assustado, não me lembrando da figura disse que não me recordava dele, talvez pelo fato de que era novo demais na época, falei que era bacana o encontrar e que era legal da parte dele lembrar tanta coisa. A pessoa então me disse que estava atrasado e que não tinha muito tempo, e mandou um abraço grande para meu pai e todos da família em nome de Dutra e se despediu com um abraço apertado e no mínimo estranho, voltei a caminhar e conferi se estava com tudo no bolso ( carteira , celular e dinheiro) e estava tudo ali , fiquei pensando o quem seria e como lembrará de mim assim repentinamente . Cheguei à locadora devolvi os filmes e retornei a casa, lá contei a meus pais sobre a figura de nome Dutra , meu pai que e policial disse que era pra tomar cuidado pois podia ser alguém mal intencionado , descrevi então a pessoa , naquele momento os olhos do meu pai encheram de água , perguntei do que se tratava e ele disse “ Meu filho você esta falando serio ? “ Disse que sim e ele falou então que a pessoa qual descrevia era um amigo de vizinhança e amigo da família que ajudou muito em épocas difíceis mais que já estava morto a anos , pois tinha sofrido de complicações pulmonares e morrido de câncer   , mostrou-me então uma foto deles juntos e eu confirmei a pessoa . Aquilo foi assustador tanto para mim tanto quanto para meu pai, mais no fundo notei que meu pai estava feliz por saber que um grande amigo não teria partido por completo.

Se copiar colocar devidos créditos  , obrigado !
Ass : Glaucow M Freitas 

7 de agosto de 2017

O que aconteceu com Jannet Holloway ?




Seu nome era Jannet  e ela sabia que algo estava para acontecer naquele dia de Segunda Feira , porem não fazia ideia do que a aguardava . Arrumou seu material e caminhou ate o carro adentrou-o e em seguida abriu o portão e saiu de sua casa, foi dirigindo ate a escola onde trabalhava. No meio do caminho ela começa a sentir um calafrio, uma sensação estranha de não estar sozinha em seu carro, parecia que algo a acompanhava, sentia uma presença que a incomodava de maneira intrigante, porem resolveu tentar ignorar, apesar de difícil tentou não pensar no mal estar que sentia. Ao chegar à rodovia não aguentando a fadiga deu uma olhada em seu carro por completo , no instante que olhou no espelho assustou, não era apenas uma cisma , notou uma figura no banco traseiro do seu carro , pensara então contigo “ O que seria aquilo?” no mesmo instante aquela criatura se move de forma rápida fazendo com que Jannet freasse bruscamente o carro e o parasse , neste instante a criatura segurava seu pescoço a á estrangulava com uma força incrível , ela tentava gritar e se mover porem tudo era inútil por ser muito cedo ninguém estava por perto , na estrada poucos passavam por ali , Jannet estava morrendo , sentia se asfixiar a cada segundo ,quando de repente acorda e com um pulo salta de sua cama . “Ufa! Fora apenas um pesadelo” Um pesadelo estranho e muito assustador que a garota teve , lembrava bem da criatura que vira em seu espelho, era algo indescritível , parecia sair dos piores pesadelos psicóticos , é o olhar , aquele olhar era de dar arrepios a qualquer ser . Levantou da cama foi ate o banheiro escovou os dentes e foi tomar seu banho tentando acalmar e tirar aquele pesadelo da cabeça , no meio do banho escuta um barulho vindo da garagem , jurava por tudo que escutara a porta do carro bater , ficou assustada , se enxugou rapidamente e vestiu sua roupa as pressas e de pé em pé caminhou ate o carro esperando o pior , olhou todos os bancos antes de abrir a porta e por sorte nada encontrou , voltou então e tomou seu café . Estava pronta para ir para seu serviço , entrou no carro e antes de sair tomou todo cuidado checando tudo,  ainda estava cismada mas no entanto se preocupava com o fim do ano letivo e das provas que ainda tinha de aplicar. No caminho voltou a pensar no pesadelo , seu corpo formigava e sua garganta estava seca , seria apenas nervosismo ? Pensava consigo , era inevitável, pois fazia realmente parte do que sonhara naqueles instantes,  a criatura e tudo mais a perturbava muito , olhava no espelho freqüentemente e não via nada a medida que aproximava do local algo parecia acontecer em sua mente, seus ossos pareciam vibrar de forma que fazia doer , sua respiração estava ofegante e tensa , estava com medo , sim era apenas medo o que sentia as olhadas no espelho e o momento em que corria os olhos pelo carro o deixava ainda mais tensa . Certa hora olhou novamente e justamente no local onde viu a criatura em seu pesadelo tomou um susto , no lugar de ver a si própria ali estava uma criatura a própria que a intrigava tanto , no mesmo instante algo a forçou a agarrar o próprio pescoço  ,parecia possuída por alguma coisa  , largando o volante o carro perdeu o controle e por pouco não caiu barranco abaixo , ficou ali parado próximo ao desfiladeiro . Um pouco mais tarde pessoas que ali passavam curiosas encontraram o carro , porem apenas o carro , Jannet não estava ali , e seu corpo ate hoje não foi encontrado .

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Ass : Glaucow M Freitas

4 de agosto de 2017

Lenda Urbana




Estavamos entre amigos em uma bela noite em um sitio do pai de Gillian na roça, umas cervejas e outras e um churrasco animava a noite. A resenha não tinha hora para acabar, o tempo passava e a bebida subia para a cabeça daqueles jovens que estavam bem animados e pretendiam ficar naquele local por todo final de semana. Após algum tempo de bebedeira, risadas, brincadeiras e muita conversa em volta da fogueira já beirando as duas da madrugada Bernard teve uma idéia e propôs uma brincadeira, queria jogar Verdade ou Conseqüência e perguntou se alguém ali topava, de prontidão todos levantaram a mão dizendo “Eu tô!” Quem não gostou muito da ideia foi Lara que já imaginava onde aquilo iria chegar. 

Começaram a brincar e logo após algumas verdades, vieram os desafios que foram aumentando o nível da dificuldade entre os jovens ali presentes, até que em uma hora Lilith que sempre deixava as coisas mais tensas lembrando-se da historia que Gillian contou sobre a menina que foi morta na fossa próximo ao cafezal, desafiou Lara por estar mais tensa a ir ate o cafezal sozinha com apenas uma lanterna, no mesmo instante a garota se negou a fazer tal coisa, porem como todos cumpriam os deveres ela teve apoio de Gillian que sempre gostou da menina e falou que a acompanharia pedindo então e tendo a permissão de todos, levantaram e caminharam pé por pé ate próximo ao cafezal, Gillian encorajava Lara a cada passo segurando sua mão, ela que morria de medo e tremia muito, nunca gostara daquele tipo de brincadeira, porem seguia firme segurando a mão do rapaz,

Assim que chegaram perto do fosso tudo parecia mais gelado e sombrio, a fogueira e os amigos pareciam distantes e o ar parecia pesado dificultando a respiração, tinham cumprido o desafio, porem quando iam voltando notaram uma presença distante próxima ao fosso, uma massa densa se materializava, o casal correu para encontro dos demais na fogueira, não podia ser, mas ambos não podiam imaginar outra coisa, era a suposta garota do fosso , aquela figura caminhou se aproximando , apertaram o passo e só pararam quando chegaram à fogueira, estavam ofegantes e tensos, olharam então para onde viram a figura e não tinha nada ali, aquilo desapareceu misteriosamente, eles se entre olharam e Gillian perguntou “Você viu?” Lara respondeu que sim e Gillian ficou pouco mais aliviado dizendo que também tinham visto, todos ficaram assustados, só que era difícil de acreditavam e pensaram que estariam pregando uma peça em todos para descontar o desafio. 

Neste instante resolveram terminar a brincadeira e ir ate o local onde viram a tal aparição a fim de checar se realmente tinha algo ali, no caminho não viram nada ao chegar no fosso havia um vestido branco sujo de sangue e um colar, nele estava escrito Maria, imediatamente resolveram sair daquele local e comunicar as autoridades e a seus respectivos pais. Quando os policiais chegaram ao sitio nada foi encontrado. Nem mesmo o vestido que disseram ter visto , mas todos insistiam para que fosse melhor procurando , algo estava acontecendo afirmava Lara , então após uma longa conversa onde Gillian comentou sobre a garota enterrada começaram a escavar o local onde fora visto o vestido e pela surpresa de todos ali estava um cadáver enterrado, um esqueleto de uma menina que fora morta há anos, seria este o fantasma da menina do cafezal? Agora o mais intrigante e assustador disso tudo e que o avô de Gillian inventara aquela historia, nunca existiu nenhuma menina do cafezal morta ali , bom pelo menos até agora. O que realmente aconteceu?

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Ass : Glaucow M Freitas

30 de junho de 2017

A Criatura




Na cidade onde moro no interior de MG uma lenda espalhou por toda cidade de forma rápida, algo criado apenas para afugentar as crianças que badernavam na madrugada espalhando lixo e bagunçando se tornou uma febre entre os moradores. Uma historia horrenda sobre uma criatura que vaga pela cidade na madrugada, o povo a chama de "o torto", muito disso não se passa de folclore e uma lenda urbana, porem muitos afirmaram ter visto a criatura, a descrição e de uma mulher que anda de quatro, porem seu rosto pouco deformado e o corpo com uma estrutura óssea estranha, ela vaga pela madrugada a procura de animais, desde que essa historia fora inventada os animais abandonados na rua diminuíram e sumiram de forma misteriosa, algumas pessoas reclamaram que seus animais de estimação, além de crianções como galinhas e ate mesmo gados também sumiram. Certo dia uma amiga minha voltava para a casa da escola de madrugada pois passara no namorado, o vento era frio e a encolhia em seu casaco a neblina deixava sua visão embaçada e difícil, ao passar próximo a capela da cidade notou uma figura subindo as escadarias , ao olhar fixamente ficou arrepiada e muito assustado a criatura apesar de parecer humana não se comportava de forma como tal por estar de quatro e carregar algo que parecia um gato em sua boca , assustada correu para sua casa enquanto a criatura levava sua presa . Outros relatos foram dados como a de um senhor que acordou na madrugada e foi para os fundos onde ficava o filtro, ia tomar água, chegando lá notou um barulho fora do comum em seu quintal ao aproximar percebeu que suas galinhas estavam mortas, o mais intrigante que não escutara barulho algum na madrugada e quem fez aquilo fez tudo de forma silenciosa e sorrateira, ao olhar ao fundo notou uma mulher andando normalmente para o fundo, ele tentou aproximar, porem essa tirou um galope e sumiu .Eu particularmente nunca acreditei nessa tal criatura , apesar de curtir coisas do tipo e acreditar em muita coisa ,mas isso nunca me convenceu . Certo dia voltando da casa de um amigo onde tive de pegar um trabalho para apresentar no dia seguinte na escola, passava próximo a capela quando uma figura saltou de uma arvore a 10 metros da minha frente, eu parei de imediato e aquela figura me fitava como um predador, aquilo me fez paralisar por completo, fiquei ali parado, a rua estava deserta, parecia que todo mundo resolveu ficar em casa justamente em tal momento, caminhei lentamente a fim de ver melhor do que se tratava à cada passo meu para frente à criatura vinha ao meu encontro , esforcei as vistas e pude notar a tal criatura , ela estava coberta de sangue e mancava, parecia machucada , porem me olhava de forma amedrontadora , fiquei quieto com se esperasse por um tipo de aproximação, já que estava imóvel, quando ela começou a vir mais rápido em minha direção , por uns instantes escutei um apito vindo de trás da capela a criatura já a 7 metros deu meia volta e correu sumindo por trás da capela , aquilo me deixou intrigado e com muito medo , o que era aquela criatura e de onde sairá ? Porque correu ao escutar o misterioso apito. Desde este dia evito andar tarde pela rua, as queixas continuam por toda a cidade e muitos disseram que já foram atacado pela criatura, agora, de onde a mesma surgiu? E onde estava há tantos anos já que fora vista apenas de um ano para cá. Uma coisa que creio e que à medida que as pessoas criaram aquilo e acreditaram na figura a mesma começou a criar forma da mesma forma que se muitas pessoas acreditaram em algo e pensarem naquele possível acontecimento essa coisa pode acontecer, já que o poder da mente e muito forte, seria uma criatura criada por mentes agora assustadas por sua criação?

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Ass : Glaucow M Freitas

22 de maio de 2017

O Encarregado Fantasma




Em uma fabrica no Japão no ano de 1975 um encarregado da área de mecânica estava checando um equipamento quando teve a cabeça esmagada pelo mesmo.

 Era noite e o telefone de Oshyhiro tocou , era seu chefe que ligava , pois um problema tinha acontecido em um equipamento na fabrica Ayrikata, uma famosa fabrica de brinquedos infantis. O chefe de Oshyhiro pediu então para que fosse ate a fabrica dizendo que seria algo simples que era apenas para poder desligar o equipamento que na Segunda-Feira o reparo seria feito, já que não era nada emergencial. O funcionário se aprontou de imediato e foi ate a fabrica, chegando lá caminhou ate o equipamento, o observou de longe e antes de desligá-lo resolveu checar mais de perto, o mesmo  estava operando mais não estava 100% pois o movimento que fazia era diferente do tradicional , ao aproximar olhando por dentro de algumas partes do equipamento se descuidou por segundos do tempo de avanço das alavancas e sua cabeça fora esmagada, esse acidente ficou conhecido em todo Japão devido a forma que ocorreu e pelos fatores e historias que surgiram a partir deste. 

A fabrica até hoje funciona e o número de acidentes no equipamento e assustador considerando comparado a antes do ocorrido de 75.  Em média 70%  das pessoas que ali sofreram acidentes tiveram as cabeças prensadas pelo equipamento. Certo dia Hakashi trabalhava no local , distraído e contando as horas para poder ir embora escutou uma voz “ Psiiiu! Eiii ... tem como checar a parte da prensagem para mim ? Obrigado ... ” Hakashi vendo a maquina em movimento não se expôs e procurou primeiramente ver de onde vinha a voz, o mais estranho era que não tinha ninguém no local exceto o garoto que estava dobrando turno e já ia saindo, perplexo com a situação, relatou aos companheiros , alguns incrédulos não acreditaram em seu papo , agora a grande maioria dizem também ter escutado a estranha voz, disseram até que seria do encarregado que morreu no local a anos e que já fizera inúmeras vitimas ate então e estaria a procura de mais.

Os empregados que trabalham no turno da noite , dizem que ao passar próximo ao galpão escutam chiados e algumas palavras como “ Pssiiu! Aqui ! Eiii!” ao passarem direto conseguem então escutar um estrondo como se algo estivesse sendo esmagado ou prensado. Muitos  dizem que temem passar ali e que sentem algo estranho próximo ao local e se arrepiam a todo momento, uns dão volta ou apressam o passo para evitar este contato sobrenatural. Os que operam o equipamento no turno da noite , dizem sentir frio no local e que em alguns momentos e impossível ficar no local pois a temperatura cai assombrosamente, outros contam ate que várias vezes a maquina para de funcionar e começa a operar de maneira estranha e errada , neste momento geralmente escutam o chamado do encarregado fantasma . O motivo de isto estar acontecendo e surreal, muitos ligam o assombração ao motivo da morte que teria sido de uma maneira prematura para o jovem Oshyhiro que não consegue se descansar e ate hoje tenta de alguma forma reparar a maquina através de outros,  mesmo que esta opere normalmente, ou não .

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Ass : Glaucow Maciel Freitas

Agradecimento :  Jaime Seiji Haguimoto

19 de janeiro de 2017

Um Conto de Natal

Minha avó tem hoje 84 anos, vivia em Minas Gerais nos seus tempos de criança, isso em 1939. Sempre que temos uma reunião de família ela nos conta suas histórias desta época, quase sempre de fantasmas, demônios e seres sobrenaturais




Minha avó tem hoje 84 anos, vivia em Minas Gerais nos seus tempos de criança, isso em 1939. Sempre que temos uma reunião de família ela nos conta suas histórias desta época, quase sempre de fantasmas, demônios e seres sobrenaturais. Em umas dessas histórias ela relembra quando morava na cidade de Paraíso. Moravam ela, uma irmã e seus pais em uma casa grande, em uma fazenda isolada da cidade como toda boa casa assombrada deve ser. Seus irmãos já homens e formados não viviam mais com eles. Era dia 24 de Dezembro, véspera de Natal, seus pais foram à cidade para as compras, porém devido a uma chuva forte ficaram presos na cidade e não retornaram a casa nesta noite e então ficaram as duas sozinhas em casa, ambas em torno de 12 anos de idade. Esta irmã de minha avó sempre apresentou segundo ela, um comportamento estranho e nesta noite fatídica provou que fazia sentido seu comportamento arredio e calado. Chuva forte, relâmpagos seguidos de trovões, sons estranhos vindos de fora. De repente a chuva para silêncio total, nenhum som audível… passam-se alguns segundos e de repente os cães começa a latir e uivar, como se vissem algo que devessem afastar da casa. Novo silêncio. De repente um dos cães começa a chorar, um choro doído, como se estivesse sendo machucado brutalmente e silencia, nessa hora as garotas trancam as portas e se escondem no quarto, ouvem então barulho de passos ao redor da casa, mas não passos humanos, passos de algo pesado e aparentemente com cascos e para bem em frente à janela do quarto. A esta altura as crianças já estavam apavoradas, porém a irmã de minha avó como que em transe se levanta, encosta a testa na janela de madeira, com os braços pendurados ao lado do corpo e lá fica. Minha avó disse ter ouvido a respiração do que estava lá fora, bufando na janela, como que farejando sua irmã e fazendo com que os cabelos se movessem tamanha a força da respiração da criatura que estava lá fora; Religiosa, minha avó começou a orar de nada adiantava, quanto mais orava, mais a criatura se irritava e corria em torno da casa, até que em certo momento se jogou contra a porta da sala, o som invadiu a casa e apavorou de vez minha avó, sozinha na noite escura, apenas sob a luz de um lampião, houve uma nova investida da criatura contra a porta, seguida de um grito de homem como se sentisse muita dor, por várias vezes essa criatura se jogou contra a porta como que querendo entrar em casa. Neste momento minha avó ajoelhou-se, próxima a sua irmã que ainda estava encostada na janela em transe, segurou sua mão e começou a orar novamente, como que por comando do demônio que tentava entrar na casa, a irmã de minha avó foi em direção à porta e iria abri-la se não fosse minha avó impedi-la empurrando- a contra a parede, mesmo assim ela ainda se levantou e seguiu novamente para a porta, como se o demônio que rondava a casa estivesse dando forças a ela; Minha avó conta que durante toda a noite seguiu-se esse inferno, esse demônio rondando a casa, tentando entrar, dando urros horrorosos e sua irmã completamente fora de si. Não dormiu aquela noite. Pela manhã seus pais chegaram e a primeira cena: Um dos cães morto, como que amassado, com as tripas para fora, como que pisoteado por alguma coisa; Dentro da casa a segunda cena: Uma garota completamente fora de si, catatônica e a outra aterrorizada. Ela contou a eles toda a história… Por acaso do destino, uma de suas tias era de um centro de macumba, freqüentadora assídua e recebia espíritos, sua mãe pediu a ela então que livrasse sua casa desse demônio que atormentara as duas na noite anterior. Em uma das sessões do centro, sua tia recebeu uma entidade de nome Vovó Bernabeu, e essa entidade disse que era sim o próprio Demônio que estava em torno da casa, e tentava entrar para matar sua irmã, pois ela havia sido prometida a ele. Segundo minha avó essas foram as palavras do Demônio ao ser questionado do motivo de ter ido a casa: - Num entrei… num entrei, mas vô entrá naquela casa e fazê miséria… vô acaba com aquela minina, vô arrebentar as carne dela, vô faze ela sofrer… Ela é minha!!! Ela é minha!!!… me deu eu vô levá… Eu levo… Eu levo…. Desse dia em diante, eles viveram sob constante vigilância, com medo e não demorou muito vieram para São Paulo, onde ela vive até hoje. Sua irmã teve um destino cruel: morreu jovem aos 24 anos, se matou após ter seu primeiro filho, dizendo numa carta que não suportava mais os “tormentos” e que já estava farta da vida… Eu me pergunto: Aos 24 anos??? Afirma minha avó que antes deste fato, anos antes, um de seus irmãos ficou “rico” da noite para o dia. Sem dúvida esse irmão ao qual ela se refere existiu, vejo através de fotos a fazenda e as cabeças de gado que ele possuía, porém, também se matou poucos anos depois. Ela atribui a ele, a oferta da vida de sua irmã ao demônio em troca da fortuna.

Essa historia foi contada por um amigo e não tenho conhecimentos de sua veracidade

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