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31 de maio de 2018

O Choro na Estrada

Esta historia aconteceu com um amigo de meu pai e o seu nome sera trocado a respeito do envolvido
Ronaldo era um rapaz trabalhador e tinha uma família para sustentar, então trabalhava dia e noite em uma fazenda para poder dar o que comer e dar um bom lar a sua família. A família morava no interior de MG na roça de Ipanema e neste local a iluminação na época era escassa, podendo contar apenas com a das poucas casas presentes, vaga-lumes e de sua lamparina. Certo dia Ronaldo caminhava de volta do serviço para casa, tranquilamente assoviava uma canção quando foi surpreendido por um choro que surgiu do meio da mata, intrigado e muito curioso resolveu ver o que poderia ser imaginando ate mesmo que iria encontrar um bebe. Se entranhando mata adentro algo o surpreendeu, de longe ele avista um lençol coberto de sangue, ao se aproximar nota que dentro deste lençol tinha uma criança, um bebe recém nascido, assustado e preocupado Ronaldo toma a criança no colo e corre para sua casa para poder de alguma forma ajudar, nem mesmo olha o estado que a mesma se encontra, apenas o choro era suficiente para saber que algo ali estava errado. Ao sair da mata à medida que caminhava notava que o peso do lençol com a criança aumentava absurdamente, passo a passo, Ronaldo resolve então espiar o bebe para ver como ele estava e o que poderia estar acontecendo para aquela criança ter simplesmente dobrado de peso, ao ver a criança ele fica pálido suas mãos começam a tremer, o bebe estava morto, apodrecendo e inchando, parecia uma aberração, imediatamente larga o bebe e corre para sua casa assustado onde conta sua historia. Até hoje ninguém nunca mais viu este tal bebe ou e praticamente ninguém acreditou em sua historia. 
Glaucow Maciel Freitas
BLOG:http://horrorurbano.blogspot.com/
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25 de novembro de 2017

O Mistério do Bebê





Tinha tudo para ser mais um Sábado como outro qualquer, se não tivéssemos combinado de reunir a turma na casa de campo de um dos amigos, juntou uma galera e partimos para essa casa. A casa ficava na cidade, porem em um lugar mais calmo em que o barulho que causaríamos não atrapalharia a vizinhança, pois esta não existia, era bem deserto as proximidades, a casa mais próxima ficava a 20 km de distancia. Chegamos com intenção apenas de interagirmos só a galerinha, tomar umas e outras, conversar, botar o papo em dia e curtir o final de semana só que sempre rolava uma treta ou outra de um e outro sem noção. De noite o frio nos assustou ,os locais ao redor da casa eram realmente gelados, acendemos uma fogueira e nos reunimos ao redor no fundo da casa , com o passar do tempo o frio foi aumentado  até que resolvi pegar a próxima rodada de cerveja para a galera, ao chegar na geladeira que era próximo a porta da frente escuto um choro de criança vindo do lado de fora , fiquei espantado, mas fui checar , ao abrir a porta me deparo com um bebe enrolado em um cobertor em frente a porta, muito assustado e preocupado com a criança a pequei e chamei os demais, resolvemos então ligar para a policia . Assim que a policia chegou, elas pegaram a criança e a levou, dizendo que resolveriam aquilo, nos agradeceram e partiram, porem fiquei intrigado e alguns de meus amigos queríamos saber qual fim a criança levaria e eles prometeram entrar em contato assim que encontrassem responsáveis ou algo do tipo. Voltamos à fogueira e continuamos o papo, falei então da criança e começamos a discutir quem seria o doido que teria feito tamanha covardia, a madrugada foi chegando e o sono também, resolvemos deitar. Tive um sonho com a criança do qual não me recordo bem. Na manha seguinte liguei para os policiais para saber sobre a mesma, porem a noticia era muito estranha a criança tinha desaparecido no orfanato que a deixaria por tempo determinado, perguntei se tinham alguma pista ou sabiam de algo, porem a dona do orfanato disse que não notou nada de estranho que simplesmente ao acordar pela manha notou que a criança havia sumido . Achamos aquilo muito misterioso e intrigante ,  só que deixamos o trabalho com as autoridades , nos divertimos o dia todo até que a noite chegou e fomos para a fogueira novamente , desta vez assim que nos acomodamos escutamos um choro , aquele choro era familiar , fomos atraídos ate a porta da frente assim que a abrimos deparamos novamente com a criança enrolada  ao chão, ligamos para a PM assim que chegaram não acreditaram no que estava acontecendo , fomos levados a delegacia e interrogados , acharam até que teríamos pego a criança e estivéssemos armando tudo aquilo, porem estávamos tão assustados quando a Policia, não sabíamos de nada e fomos liberado após um tempo . Até hoje não sei que fim levou a criança e como ela toda noite vinha parar a porta da casa da cabana, a policia também não compreende tal fenômeno que até hoje esta sem solução e se quer encontraram laços de parentesco de alguém com a criança. Não sei que fim a criança levou e ate hoje nunca mais voltei a tal cabana.

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Ass : Glaucow Maciel Freitas


18 de novembro de 2017

As Faces de Bélmez


Casa de Maria

Tudo começou em agosto de 1971, quando María Gómez Cámara, residente da cidadezinha de Bélmez de la Moraleda, situada na província de Jaén, notou algo estranho no piso da cozinha de sua casa. A mulher percebeu que havia uma mancha se formando no chão, mas, em um primeiro momento, não teria dado muita bola para a coisa toda. Afinal, quem nunca derrubou molhos e outras coisas enquanto cozinhava e teve dificuldades para se livrar dos vestígios depois?!

É claro que María tentou limpar a mancha do piso, mas, com o passar dos dias, ela se deu conta de que, em vez de desaparecer, o borrão estava se tornando cada vez maior. E mais: além de estar aumentando de tamanho, a marca estava tomando a forma do que parecia ser um rosto humano.
Assustada, María teria aplicado todo tipo de produto de limpeza sobre a mancha e, ao ver que ela não sumia, a mulher mostrou a estranha imagem para o marido e o filho, e o trio decidiu arrancar o piso e aplicar uma camada de cimento no chão da cozinha. O problema é que, cerca de uma semana depois, outro rosto começou a se formar no novo pavimento — e não demorou até que rumores sobre a estranha mancha começassem a circular por Bélmez.

Boatos

Segundo relatam algumas fontes, o caso acabou chegando aos ouvidos do prefeito da cidade, e ele, por sua vez, teria mandando um fragmento do piso para ser analisado. Então, um time de especialistas foi enviado até a residência de María e, após dar uma olhada na cozinha, foi decidiu que escavações seriam conduzidas para tentar descobrir o que poderia ser a causa das persistentes manchas.

Dizem que os trabalhadores encontraram diversos esqueletos medievais enterrados sob a cozinha de María, a pouco mais de três metros de profundidade, e que alguns crânios dessas ossadas estavam faltando. Os corpos — alguns datados do século 13 — foram removidos, novamente sepultados em um cemitério católico local e o chão da residência reparado. No entanto, de acordo com os relatos, isso não impediu que os rostos voltassem a aparecer.
Aproximadamente duas semanas depois de um novo piso ser colocado na cozinha de María, novas manchas voltaram a surgir e, ao longo das décadas seguintes, diversas faces teriam se formado no chão da residência. De acordo com os testemunhos, os rostos que apareciam eram, em sua maioria, de mulheres e crianças, e era comum que um fosse sobreposto por outro diferente — o que muitas vezes acontecia em intervalos de poucas horas. Na época, a notícia sobre as aparições se espalhou por todo o mundo, e inúmeros pesquisadores, céticos e especialistas em eventos paranormais foram até Bélmez investigar o caso. Evidentemente, as imagens também atraíram muitos curiosos, e a casa de María se transformou em um ponto de peregrinação.

Segundo dizem, análises realizadas em fragmentos obtidos do piso da cozinha apontaram que não havia nenhum tipo de tinta ou pigmento nas amostras. Além disso, diversos testes teriam sido conduzidos no local — incluindo um que consistiu em vedar portas e janelas com cera e cobrir o chão com tecido durante um período de três meses. Curiosamente, o experimento teria apontado que os desenhos tinham evoluído sozinhos no decorrer desse tempo.


Mas... e ai ?


O caso das “Faces de Bélmez” chegou a ser considerado como um dos fenômenos paranormais mais importantes e bem-documentados do século 20, e diversas teorias foram propostas ao longo dos anos para explicar o surgimento das imagens. Mas, como você bem pode imaginar, muitos pesquisadores afirmaram que a coisa toda não passou de uma elaborada farsa.

Entre os argumentos dos céticos está o fato de alguns testes terem apontado que os desenhos teriam sido criados por meio de uma simples mistura de vinagre com fuligem, sem falar que María e sua família teriam começado a cobrar uma pequena taxa dos curiosos e turistas que queriam ver as imagens. Ademais, de acordo com os incrédulos, na ausência de María, o aparecimento dos rostos parecia cessar.
Outro fator apontado pelos céticos é o contexto cultural em que a coisa toda se deu, uma vez que Bélmez se encontra na Andaluzia, uma região da Espanha onde as tradições ciganas e católicas muitas vezes se confundem, dando origem a uma fusão de crenças que misturam superstição e religião. Contudo, segundo dizem por aí, María faleceu em 2004, e os rostos continuaram a aparecer — embora de mais vagos e menos definidos do que os de antigamente. E você, caro leitor, o que acha?
FONTE:https://m.megacurioso.com.br/misterios/103289-voce-ja-ouviu-falar-do-intrigante-caso-das-faces-de-belmez.htm

15 de junho de 2017

Não diga o nome de Deus em vão



Não sei qual a religião vocês pertencem porem creio que vocês já escutaram a frase “Não diga o nome de Deus em vão” em algum momento de sua vida. Em muitas religiões crentes em Deus, os mais velhos sempre dizem para não dizer o nome de Deus em vão, por qual motivo? Seria uma afronta ao ser superior? Será que Deus é piedoso ou será um Deus vingativo? Será que ele realmente existe, alias a controversas e muitos duvidam disso, mas não estou aqui para discutir essa questão até mesmo por falta de conhecimento e não achar propicia.  O que irei contar e a historia de um homem que por tanto falar o nome de Deus em momentos que se dizem “fútil” pagou muito caro por isso.

Os policiais de Olivier Village acabaram de atender uma chamada anônima, um morador local havia sido encontrado nu com marcas de queimaduras por todo corpo, alem da boca e olhos colados em suas extremidades em sua própria casa. A policia encontrou o cidadão em estado de choque e a encaminhou ao hospital local, nenhuma pista do que ocorreu naquele local foi encontrado, o sigilo da ligação foi quebrado porem o numero nunca existiu o que aumentou ainda mais o mistério do caso. 

Os dias estavam difíceis para Sandro que por mais que tentava não conseguia colocar sua vida em ordem, eram contas atrasadas, dividas com agiotas, problemas de saúde e uma única certeza cresciam a cada dia, Deus não existia, após passar maior parte da sua vida se dedicando a religião, rezando, contribuindo e sendo fiel notou que não ganhará nada em troca apenas mais dúvidas e dúvidas sobre a existência de um Deus. Sua vida estava de cabeça para baixo, filho único com pais falecidos não sabia a quem recorrer, dia após dia fizera suas orações e preces, colocava suas intenções, porem não era atendido. Foram dois dias seguidos agoniado e sem paciência pedindo a Deus paz para seu tormento.

Certo dia foi em um boteco e se entupiu da cachaça mais barata, o dono do bar nunca o tendo visto ali ficou surpreso e foi para tentar uma conversa, só que Sandro estava entorpecido pelo ódio, foi para sua casa sem dar muita importância para os conselhos de Sr.Jonathas o dono do bar, chegou à casa aos prantos começou a proferir palavras de escárnio a imagem de Cristo que tinha esculpida em gesso, foi quando uma força surreal o lançou contra a parede e o fez perder a consciência. 


No momento em que esteve apagado sentiu uma presença um tanto quanto agradável e ao mesmo tempo incomoda próxima de si, a sua mente vagava em meio a suas idéias o fazendo recordar de sua vida como em um filme o fazendo ver o quanto mal fizera a terceiros para poder ajudar quem bem entendia seus pedidos e clemências, estas teriam sido tudo em vão? Foi quando sentiu seu corpo sendo carregado do local onde escutava vozes mais não as conseguia identificar, estava em um automóvel e podia sentir o movimento até apagar novamente, era como se estivesse em coma porem lúcido, não conseguia falar, não conseguia se mover, não podia enxergar apenas o tato e o olfato lhe era confiável, estava em um hospital e sabia disso, o cheiro de hospital era inconfundível e lhe embrulhava o estomago, estava deitado em uma maca, mas não sabia por que, como, o que esta acontecendo comigo? , Sandro se perguntava insistentemente até que escutou – O que esta acontecendo com ele? – O que é isso? – Eu não consigo ficar aqui, acho que estou passando mal, aquilo assustou Sandro que estava agoniado sem saber de nada que estava acontecendo, sentiu uma fisgada em seu braço, não demorou muito para que apagasse novamente. O corpo de Sandro estava se deformando de forma misteriosa, as pessoas que estavam tomando conta dele não conseguiam ficar próximo dele por muito tempo, algo tinha tomado seu corpo que não era o mesmo desde que chegara ao hospital. Após algum tempo internado Sandro se tornou uma aberração, ninguém se quer o procurou nem mesmo para assinar os papeis autorizando desligar os aparelhos que eram fundamentais para sua sobrevivência nos últimos dias de sua vida.  O tumulo onde Sandro foi sepultado no dia seguinte foi encontrado aberto e seu corpo, ou melhor, matéria não se encontrava, até hoje não foi encontrado e ninguém sabe que fim levou.
Se copiar colocar devidos créditos, obrigado
Ass : Glaucow M Freitas

16 de maio de 2017

Cinco casos Inexplicáveis

1 - O corpo caído 




Era pra ser apenas mais uma simples foto de família, mas algo bizarro e sem explicação aconteceu quando a família Cooper revelou a fotografia. O fato aconteceu após a família ter se mudado para o Texas, EUA. Ficaram surpresos ao se deparar com a presença de um corpo caindo do teto na foto. O resultado foi um clássico ‘photobomb,’ só que de um fantasma trollando a família.

2 -A Chacina de Hinterkaifeck

Na órbita de nosso planeta existe um misterioso objeto escuro datado de 13 mil anos. Sua origem e propósito são um incógnita. O objeto foi apelidade de “Black Knight.” Acredita-se que o tal “satélite misterioso” foi supostamente colocado em órbita para transmitir sinais da Terra, trabalhando como um espião alienígena. Astronautas da NASA ainda não sabem ao certo seu propósito. Sabe-se, no entanto, que só há 60 anos que nós seres humanos conseguimos adquirir tecnologia necessária para lançar um objeto feito pelo homem no espaço. Serão os deuses astronautas?


3- A imortal do World Trade Center 


Nestas duas fotos é possível avistar algo surpreendente, uma mulher está em pé e em ótimo estado na Torre Sul do World Trade Center logo após um avião ter invadido o prédio no famoso 11 de Setembro. O nome da mulher é Edna Clinton, e muitos dizem que ela foi uma das sobreviventes. O mais difícil é explicar como ela foi capaz de sobreviver ao atentado estando no mesmo andar em que o avião atingiu o prédio e ainda conseguir sair do edifício antes de desmoronar. Olha só, tem um barrigudo ali também do lado esquerdo da foto. Alguém aí lembrou de “O Corpo Fechado”?


4 - O caso Falcon Lake 


O caso Falcon Lake refere-se a um estranho objeto voador não identificado que foi avistado próximo a Falcon Lake, Manitoba, Canada. O incidente aconteceu no dia 20 de Maio de 1967 e foi testemunhado por Stefan Michalak, este sujeito da imagem de cima. Ele estava de férias e passeando no parque próximo à província de Whiteshell, quando percebeu a presença de dois objetos com o formato de um charuto descendo do céu, um deles pousou próximo a ele. Michelak disse que viu a porta da nave se abrindo e ouviu vozes saindo de dentro do objeto. Ele tentou um contato com os tripulantes em inglês e em outras línguas, mas não obteve resposta. Ele afirma que o objeto estava envolvido por um vidro colorido, uma espécie de campo de força, e disse que se queimou quando tentou examinar o vidro, e que havia pequenos exaustores dispostos como em uma grade, que expeliram um gás que queimaram sua roupa e sua barriga. Pra mim ele se queimou com a grelha da churrasqueira, mas tudo bem, vamos dar um crédito pro cara.

5 - Viajante do tempo


Acredita-se que esta fotografia é a evidência mais concreta que existe que nós humanos descobrimos uma forma de viajar no tempo. A fotografia foi capturada em 1941 na reinauguração da South Forks Bridge, no Canadá. Um rapaz com vestimenta moderna e um estilão “moderninho demais” pra época, e ainda com uma câmera DSLR que aparentemente era muito avançada para a época. O círculo vermelho da esquerda revela que as câmeras da época eram bem diferentes da que ele tem nas mãos. Eu tenho uma câmera igualzinha, mas aquele não sou eu. Então quem era esse cara? Será que ele já nasceu? Já virei fã do cara!

Não minha autoria .
Fonte : http://rockntech.com.br/

25 de abril de 2017

O Velho Misterioso





Estávamos indo para uma festa em uma cidade a mais ou menos 38 km da nossa, para chegarmos ao local desejado teríamos de passar por uma estrada de chão, era uma espécie de atalho pela estrada de chão e chegaríamos mais rápido do que pela rodovia. Chegamos à festa e curtimos bastante, na hora de voltar no meio da estrada encontramos uma carroça velha bem no meio do caminho, como todos estávamos bêbados pegamos o carrinho e amarramos no carro e saímos puxando aquilo pra estrada afora. A estrada estava escura e a neblina dificultava a visão do motorista que para piorar era um dos mais bêbados, de repente o carro morreu e não queria pegar nem por reza. O tempo ia passando e o desespero aumentando, estávamos perdidos no meio do nada e sem sinal de celular, não tinha como ir nem voltar, irritado resolvo caminhar um pouco afim de encontrar alguma solução ou ajuda, quando algo me surpreendeu, avistei de longe um velho se aproximando de nos, achamos aquilo um pouco estranho já que não passamos por esse velho e ele vinha justamente na mesma direção, a não ser que tenha surgido da mata, ele então se aproximou e perguntou o que estava acontecendo, então explicamos a situação ao senhor que perguntou se a carroça era nossa , respondi que não e ele então disse para deixarmos a carroça para trás, simplesmente deixar e seguir em frente, então o senhor se despediu dizendo  para termos boa sorte e ficarmos com Deus que tudo iria dar certo e então partiu seguindo seu caminho. Pegamos a carroça e a tiramos do carro ao fazer isso meu colega que estava no carro brincou, agora o carro pega e deu uma risada debochada, mas ao bater a ignição para o espanto de todos o motor ronca e o carro pega de primeira, entramos então correndo no carro, meio assustados mas tocamos para frente já com pressa de chegar em nossas casa. No meio do caminho fiquei intrigado e então questionei os meus amigos, onde esta o senhor que passou por nos? Para onde ele foi? Já que a estrada era única e não tinha como ele sair dela sendo que um lado era barranco e a outra um desfiladeiro. Para surpresa de todos fomos até nossas casas sem encontrar com o mistérioso senhor da estrada. 
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By:Glaucow M Freitas
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21 de abril de 2017

O Que teria acontecido ?




O sinal já havia tocado e em poucos minutos a saída da escola parecia um hospício com tanta correria e mulvulca, todos queriam sair ao mesmo tempo a fim de ir para casa, exceto Nadia que como sempre tinha que ir a casa de banho. Sua amiga Janete esperava do lado de fora, mas tinha lhe dito que se  demorasse mais de  15 minutos ia-se embora. Passaram-se os 15 minutos porem Janete resolvera esperar mais um pouco, estava distraída mexendo em seu celular, quando deu por si já havia passado 35 minutos e nada de Nadia, ficou super chateada com a sua amiga que devia ter ido embora sem lhe dizer nada. Porem Nadia estava há horas a gritar por ajuda, a velha porta da casa de banho tinha ficado trancada e ela ficou cheia de medo quando as luzes se apagaram, para piorar dentro do local não havia rede de celular, seus pais iriam ficar preocupados, por sorte, ouviu passos e quando gritou, viu que alguém tentava abrir a porta, mas... Por que não lhe respondiam? O seu coração começou a bater com força, pressentindo o perigo, foi então que a porta se abriu! Um homem encapuzado debruçou-se sobre ela e imobilizou as mãos e os seus pés, na cintura tinha pendurado um molho de chaves, depois lhe tapou a boca com um lenço úmido e ela desmaiou. Ao abrir os olhos novamente Nadia estava deitada na sua cama. Teria sido um sonho? Ao olhar para os punhos viu algumas marcas causadas pelas cordas, no celular uma msg da Janete :«Onde estavas? Estive a tua espera!». O que teria acontecido ?

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Ass : Glaucow M Freitas

7 de abril de 2017

O Caso Dália Negra (Elizabeth Short) 18+

Elizabeth Short era bela moça que almejava o sucesso e alcançou a fama de uma forma bem fúnebre. Conheça uma das histórias mais misteriosas de Hollywood. Um eterno caso sem solução, o Caso Dália Negra.

Elizabeth Short era bela moça que almejava o sucesso e alcançou a fama de uma forma bem fúnebre. Conheça uma das histórias mais misteriosas de Hollywood. Um eterno caso sem solução, o Caso Dália Negra.


Antes de iniciarmos o estudo sobre o assassinato da Dália Negra, vale advertir ao leitor que este caso tem a característica de produzir aficcionados! De fato, é o caso de assassinato mais notório do século XX, despertando a curiosidade de milhares de pessoas ao redor do Mundo. Isto nos leva a um questionamento: Por que um assassinato simples (de uma única pessoa) causou, e causa, este “turbilhonamento emocional” em todas as pessoas que tomam conhecimento deste obscuro caso ocorrido no final da década de 40?
            A resposta estaria na brutalidade com que o corpo da jovem fora violentado e dilacerado?
            Estaria no fato de a morte trágica de uma bela jovem ser sempre traumático para os que vivem e especulam como seria o seu futuro?
            Seria o fato de o criminoso não ter deixado pistas que a polícia pudesse seguir, fazendo com que este se transformasse, por tanto tempo, em um caso sem solução?
            Seria pelo fato de que o corpo dilacerado e inanimado da jovem fora deixado de forma a montar meticulosamente uma imagem surreal, como se o assassino estivesse tentando deixar uma mensagem artisticamente macabra para a humanidade?
            Seria, ainda, a imediata participação da mídia, a qual fez com que o caso, em poucos dias, fosse apresentado ao Mundo, com todos os detalhes terríveis, bem como a frustração da polícia em desvendar o crime?


QUEM FOI ELIZABETH SHORT ? 


Elizabeth Short nasceu em Hyde Park, subúrbio de Boston, a 29 de julho de 1924 e vivia com sua mãe em Madford, Massachusetts. Filha de Cleo e Phoebe Short, possuía mais quatro irmãs. Seu pai, Cleo, abandou a família em 1930, e então a Sra. Phoebe assumiu sozinha os encargos de criar as cinco filhas. Em 1942, Elizabeth Short era uma jovem muito atraente e estava cursando o segundo ano do ensino médio quando resolveu abandonar tudo e seguir para Miami, onde conseguiu um emprego de garçonete. Em Miami conheceu o major aviador Matt Gordon Jr., com quem passou a se corresponder com frequência.
Em janeiro de 1943 viajou para Santa Barbara, California, onde conseguiu um emprego no Posto de reembolsável da Base Militar de Camp Cook. Sua permanência aí também foi curta, pois descobriu que seu pai vivia em Villejo, localidade próxima onde ela estava. Numa aproximação com o pai, acabou indo morar com ele, mas como a convivência entre ambos não foi satisfatória, Beth retornou para Santa Barbara em setembro de 1943.

            A jovem admirava a farda militar e gostava de frequentar os bares e clubes noturnos, onde ficava rodeada de militares. A 23 de setembro, logo ao retornar a Santa Barbara, foi presa por consumir bebida alcoólica; ela tinha apenas 19 anos. Em acordo com as autoridades, foi liberada para retornar à casa de sua mãe em Madford.

            Durante todo o período da guerra continuou escrevendo para seu namorado, o major Gordon, e, em abril de 1945, ele a propôs casamento. Beth estava pronta para ser a esposa de um oficial e levar a vida que ela planejara para si, por isso aceitou o pedido.

            Esta estória poderia parar por aqui com um “...e viveram felizes para sempre...”, contudo quando o major Gordon retornava para casa no inverno de 1945 sofreu um acidente na Índia e morreu.

            Desorientada saiu de casa novamente para a Florida, arranjando um emprego, também de garçonete, em Miami Beach. Novamente, desiludida retornou a Madford em fevereiro de 1946. Desta vez foi trabalhar como caixa num cinema. Este trabalho deve ter acendido suas esperanças de sucesso, pois era uma jovem muito bonita e gozava de certa liberdade, não seria difícil imaginar uma carreira promissora como atriz em Hollywood. Assim, partiu em abril daquele ano para a California com destino ao glamour de Hollywood.

            Em Hollywood passou por várias pensões e hotéis, dividindo quartos com diversas outras garotas durante todo o restante do ano de 1946.

            O sonho de estrear no cinema, ostentando um nome artístico famoso seria realizado, mas não em vida. Até então ela era apenas Elizabeth Short, vista com vida pela última vez a 9 de janeiro de 1947 ao sair do bar do Hotel Biltmore.

O CRIME


            Era manhã, por volta das 10:30h, quando uma mulher residente local que caminhava com sua pequena filha encontrou o corpo jogado na grama próximo a calçada, no cruzamento da 39th Street e Norton Avenue em Leimart Park, Los Angeles. Atônita e mal podendo falar dirigiu-se a algum local nas vizinhanças e ligou para a polícia.

            O repórter do Los Angeles Examiner, Will Fowler, que escaneava as frequências da polícia em busca de furos jornalísticos, e seu fotógrafo, Felix Paegel, foram os primeiros a chegar à cena do crime. Esperavam encontrar um homem bêbado caído ao lado da calçada, mas o que encontraram foi o corpo de uma bela jovem seccionado ao meio na altura do tórax, com algumas outras mutilações.
            Como chegaram antes dos policiais, ficaram livres do tradicional isolamento da área do crime e puderam tirar cuidadosamente suas fotos que chocariam o Mundo inteiro.








 Em alguns minutos chegaram os primeiros policiais fardados da LAPD’s University Division e, em seguida, os investigadores Harry Hansen e Finis Brown, designados para o caso.
            A disposição do corpo revelava certo cuidado por parte do assassino. Ele não jogou apenas os restos mortais no terreno, mas os dispôs na posição correta, tronco e braços acima e pélvis e pernas abaixo, guardando o cuidado de manter um desalinhamento e separação entre uma e outra parte, para que se percebesse, logo à primeira vista, que estavam separados. Os braços foram colocados acima da cabeça como indicando uma pose artística. A boca da vítima fora rasgada quase que de orelha a orelha, lembrando um macabro sorriso.

            Não havia sangue espalhado, como seria de se esperar de um corpo tão severamente mutilado; também não havia qualquer fragmento de osso que indicasse uma ação com instrumentos grosseiros e inadequados.

            Os detetives encontraram próximo ao corpo alguns sacos de cimento (vazios) com traços de sangue, possivelmente utilizados para carregar o corpo de um carro até o local onde foi depositado no chão. Também encontraram pegadas de sapato impressas com sangue, certamente do assassino.

            Como nenhuma identificação fora encontrada perto da vítima, ela recebeu a denominação de “Jane Doe Number 1” e o corpo foi removido para autópsia.

            No dia seguinte o chefe legista do município de Los Angeles, Dr. Frederic Newbarr, divulgou seu laudo que dava como causa mortis“hemorragia e trauma devido a contusão cerebral e lacerações na face”, resultante de múltiplos golpes com instrumento contundente.  A incisão no corpo fora realizada pelo abdômen e, então, através do disco intervertebral entre a segunda e a terceira vértebras lombares, num procedimento chamado hemicorporectomia. Certamente um trabalho de um profissional da medicina treinado em cirurgia. Dr. Newbarr estimou a hora da morte em cerca de 24 horas antes do corpo ser encontrado, portanto por volta das 10:30 h do dia 14 de janeiro de 1947. O assassinato ocorreu em outro lugar, onde se deu o procedimento cirúrgico, e após o corpo foi transportado para o local onde foi encontrado.

Neste momento ainda não se conhecia a identidade da vítima. Como havia uma grande ânsia de se resolver o caso, a Polícia de Los Angeles permitiu mais uma vez que a imprensa tomasse à dianteira nos procedimentos; assim, o editor do jornal Los Angeles Examiner propôs aos detetives utilizar o moderno equipamento de foto fac-simile do jornal para transmitir o cartão com as digitais da vítima para o escritório de Washington, de onde agentes do FBI poderiam rapidamente levá-lo para a Seção de Identificação. Este procedimento permitiu que a polícia chegasse rapidamente a identidade da vítima, mas deu mais material para que  jornal explorasse o caso. A jovem assassinada era Elizabeth Ann Short, de 22 anos.

O CASO DÁLIA NEGRA


            O caso do assassinato da Dália Negra tomou vulto e notoriedade jamais superados no século XX. É verdade que as circunstâncias e componentes do caso são traumáticos: assassinato de uma jovem tão bonita, a crueldade aplicada tanto na morte quanto na mutilação posterior do corpo, a falta de pistas do criminoso, etc. Contudo, podemos apontar como um dos fatores determinantes para a notoriedade do caso, o grande envolvimento da imprensa.

            De fato, a rápida chegada da imprensa ao local, com possibilidades de fotografar o cadáver antes que a polícia fizesse seu isolamento e a fácil aceitação do LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles) da contribuição da imprensa no caso, manipulando evidências (e noticiando-as também), permitiu a divulgação do caso numa escala jamais vista. Exemplo disso é o fato de que a tiragem do jornal Los Angeles Examiner no dia 16 de janeiro foi a maior deste jornal, somente superada pela edição especial do dia da Vitória.

            Outra contribuição da imprensa para o caso que definitivamente o tornou uma notoriedade foi o nome dado à vítima, Dália Negra. Elizabeth Short em vida nunca teve um nome artístico, porém o nome que a imprensa lhe deu jamais será esquecido. Este nome provavelmente foi inspirado num romance de Raymond Chandler,The Blue Dahlia, que retratava uma estória de assassinato e mistério; e fora filmado em Los Angeles no verão de 1946.

            A “contribuição” da imprensa aparentemente prejudicou muito o curso da investigação, haja visto que logo após ser noticiado várias pessoas se entregaram à polícia de Los Angeles alegando serem os verdadeiros assassinos da Dália Negra, confundindo o curso da investigação e gastando muitas horas-homem de cansativas investigações. Levando-se em conta que mais de 50 pessoas assumiram a autoria do crime, o trabalho dos investigadores quase se inverteu, deixando de procurar provas que incriminassem determinado suspeito para procurar provas que inocentassem o suposto assassino réu confesso!


O CASO DO ASSASSINO DO BATOM VERMELHO

            Utilizando a parceria da imprensa, o LAPD (Los Angeles Police Departament) resolveu mudar de tática e aceitar um dos confessores, Joseph Dumais, deixando publicar que o caso estava resolvido, mesmo tendo provas que Dumais não era o criminoso, apenas um desequilibrado. A tática consistia em utilizar o egocentrismo do assassino contra ele mesmo e forçá-lo a se entregar. Acreditava-se que, sendo outra pessoa reconhecida como o autor deste crime notório, o assassino se sentiria roubado em sua fama e daria um novo passo se entregando ou cometendo algum erro que o denunciaria.

            Sua reação foi a pior possível e inesperada. Além de não se entregar, cometeu outro assassinato. A vítima foi Jeanne French, uma aspirante a atriz que ganhara alguma fama em Los Angeles, posteriormente havia trabalhado como enfermeira e fora uma das primeiras mulheres a adquirir o brevê de piloto nos Estados Unidos. Seu corpo foi encontrado nu a 10 de fevereiro de 1947 (apenas dois dias após ter sido noticiado a prisão de Joseph Dumais e o fim do caso Dália Negra) em um lote vazio na Grandview Avenue, cerca de 7 milhas de onde fora encontrado o corpo de Elizabeth Short. Em seu corpo fora escrito com batom vermelho FUCK YOU e assinado B.D. (Black Dahlia).

Jeanne sofrera vários golpes no tórax, rosto e cabeça e teve sua boca cortada à semelhança de Elizabeth Short. A causa mortis foi determinada como resultado da perfuração do coração por uma das duas costelas quebradas pelos golpes. Logo após este crime, e fracassada a tática da polícia, Dumais foi solto e considerado apenas um desequilibrado. A imprensa se apressou em apelidar o caso de Assassino do Batom Vermelho.
            A autoria deste crime foi, inicialmente, ligado ao Caso Dália Negra, contudo a falta de provas fez com que os crimes fossem tratados separadamente e continuam a compor o rol deCold Cases do LAPD. Muita coisa se falou e se investigou sobre o caso Dália Negra, contudo nunca se ultrapassou a barreira de uma simples coletânea de indícios circunstanciais. O primeiro investigador designado para chefiar o caso, Harry Hansen, aposentou-se vinte e três anos depois sem esconder a sua frustração com o caso não resolvido. Outros investigadores que o sucederam, da mesma forma, se aposentaram sem qualquer progresso.


O ASSASSINO

            Muitos anos após, e estando quase esquecido o crime, um detetive aposentado do LAPD, chamado Steve Hodel lançou novas luzes sobre o caso. Em 1999, após a morte de seu pai George Hodel, encontrou um intrigante álbum de família composto por fotos de pessoas que aparentemente significavam muito para ele e que guardara com muito cuidado durante várias décadas. As pessoas que apareciam nas poucas fotos eram duas de suas ex-esposas, alguns de seus filhos, a nora (do primeiro casamento de Steve) e, curiosamente, duas fotos de Elizabeth Short, aparentemente pouco tempo antes do assassinato. Em uma destas fotos, Elizabeth Short aparentemente estava nua ( a foto fora recortada para ficar do mesmo tamanho das demais e mostrava apenas seu rosto e parte dos ombros nus).

            Desde este momento Steve iniciou um intenso trabalho de investigação sobre seu pai, George Hodel, o qual praticamente desconhecia, pois o estilo de vida e a postura distante da família que assumira durante toda a sua vida formava uma verdadeira muralha em volta de seu caráter e de seus atos durante toda a sua vida. Suas descobertas foram assustadoras, revelando George Hodel como um homem excêntrico, de extrema inteligência e capaz de realizar atos dos mais brutais já imaginados. As diversas ligações de George Hodel com o caso (embora circunstanciais) parecem não deixar dúvidas de que ele foi realmente o autor deste bárbaro crime, além de muitos outros. No entanto viveu livre e confortavelmente até os últimos de seus dias com mais de 91 anos.


GEORGE HODEL



            Desvendar George Hodel foi uma tarefa que demandou muitos anos de investigação de seu filho Steve Hodel. O resultado de suas pesquisas foram inicialmente divulgadas no seu livro The Black Dahlia Avenger, lançado em 2003 nos Estados Unidos.

            George Hill Hodel Jr., filho de imigrantes russos, nasceu em Los Angeles em 1907. Seus pais se preocuparam muito com sua formação intelectual e educação formal. Aos 9 anos de idade já era um exímio pianista e fora escolhido para dar um recital para a comissão belga que fora aos Estados Unidos para as celebrações aos franceses. Seu QI excepcional, 186, situava-se um ponto acima do de Albert Einstein, o que lhe rendeu vários anos no programa de pesquisa de QI do Dr. Lewis Terman.

            Em 1923, com apenas 15 anos, ingressou no California Institute of Technology em Pasadena. Porém, sua prodigiosa carreira como engenheiro químico foi interrompida pela sua expulsão resultante de sua tendência para o lado obscuro da vida (as razões são incertas, informa-se que foi por motivo de ter engravidado a esposa de um membro da faculdade ou por jogar poker, jogo proibido).

            Trabalhou inicialmente como motorista de taxi e em outros pequenos empregos. Trabalhou também como jornalista, porém em 1928 ingressou no programa médico da University of California em Berkeley, onde se graduou em 1932. Por volta desta época, estava casado com Emilia, sua primeira esposa, e já tinha um filho chamado Duncan, quando então conheceu Dorothy Anthony. Seu poder persuasivo convenceu as duas mulheres em reunir todos numa única família. Dorothy deu à luz uma filha, Tamar.

            Por volta de 1939, estava trabalhando no L. A. Country Health Department, já desvencilhado de Emilia e Dorothy, passou a viver com outra Dorothy, Dorothy Huston, a quem chamava de Dorero para que seus amigos não confundissem com sua esposa anterior. Desta união nasceu Steve e outros dois irmãos. Futuramente se casaria com June, sua última esposa.

Em 1945 foi admitido na UNRRA (United Nations Relief and Rehabilitation Administration), indo trabalhar, no início de 1946, na China. Lá, embora fosse civil, possuía o posto honorário e as honras de general de três estrelas. Retornou a Los Angeles em setembro de 1946.

            Algumas de suas amizadas demonstram bem o seu estilo de vida. Sua grande vocação para fotografia o aproximou do famoso artista surrealista Man Ray, o qual mantinha contato muito próximo, com prolongadas reuniões noturnas regadas a whisky e a entorpecentes, como cocaína. O próprio George Hodel pousou para várias fotos de Man Ray.

            Em 1949, apenas dois anos após o assassinato da Dália Negra, George Hodel foi preso por estuprar sua filha, Tamar, de apenas 14 anos.

            Tamar contou à polícia que George a drogou e a obrigou a fazer sexo oral com Fred Sexton que, em seguida, copulou com ela; tudo na presença de George e mais duas mulheres. Da mesma forma, após Sexton, George Hodel também a obrigou a fazer sexo oral e copular com ele. Ainda contou que, na sequência, uma das mulheres fez sexo oral com a garota. Tamar também contou que meses antes fizera um aborto patrocinado por seu pai George Hodel.

            Durante o julgamento, Fred Sexton admitiu ter feito sexo com Tamar, também uma das mulheres que os acompanhavam admitiu ter feito sexo oral na garota.

            O processo que fora um grande escândalo em Hollywood, e figurava como uma condenação certa por incesto, sofreu um grande revés. George Hodel ao testemunhar convenceu a todos de que era apenas uma sessão de hipnose onde nada de mais acontecera; que Tamar era uma mentirosa compulsiva e seu lugar não era perante o júri e sim numa clínica psiquiátrica; além de afirmar que as testemunhas que admitiram o caso o fizeram apenas porque lhes haviam oferecido um acordo para prendê-lo (o acordo com a justiça realmente existia, embora fosse para confessarem e não mentir). O final foi a absolvição de Hodel e a completa desmoralização de Tamar.

            Décadas depois, a filha de Fred Sexton afirmou a Steve Hodel que sabia que Tamar não estava mentindo pois seu pai a violentara diversas vezes entre os 8 e 14 anos de idade.


SADISMO SURREAL



The Fantasies
 (Man Ray e às fantasias de Mr Seabrook-1930)

 
            As ligações íntimas entre o artista/fotógrafo surrealista Man Ray e George Hodel, conforme estudos de Steve Hodel, foram muito além da vocação para fotografias de George. Eles realmente dividiram ideias e concepções muito distorcidas da realidade. Steve Hodel em nada exagera ao demonstrar a influência de Man Ray em George Hodel. De fato, este o tratava como um verdadeiro mentor, oferencendo-lhe diversas recepções noturnas em sua mansão.
            Numa rápida pesquisa no Google, procurando-se o nome MAN RAY e selecionando imagens, poderemos encontrar um obra sua de 1930 que muito bem parece inspirar o assassinato de Elizabeth Ann Short: The Fantasies.


Uma breve comparação com as lacerações sofridas por Elizabeth Short deixa claro que o trabalho fora realizado por, pelo menos, mais uma ou duas pessoas que se deleitaram num ritual de sadismo cruel.

Três comparações não podem deixar de serem feitas: primeiro, observando-se o punho da mão direita, sugere-se que a vítima estava amarrada pelos membros para um ritual sádico; segundo, sua púbis fora retalhada com uma faca, deixando diversos cortes trançados, além de haver uma grande incisão logo acima; terceiro, seu mamilo direito juntamente com a auréola mamária fora estirpado tal como sugere a obra de Ray. Para completar o quadro de ritual sádico, durante a autópsia foi encontrado fezes humanas na cavidade oral, no interior da vagina e nos tecidos da cavidade pélvica.
            Embora Steve Hodel aponte Fred Sexton como suspeito número 2, ou possível co-autor, vale lembrar que Man Ray suportou a pressão até que George Hodel foi preso em 1949 e julgado por incesto com sua filha Tamar de 14 anos. Man Ray se mudou definitivamente de Los Angeles apenas dois meses após o término do julgamento, indo morar na França, bem distante do LAPD!


DÁLIA NEGRA NO CINEMA



           Finalmente,  depois de mais de cinco décadas de sua morte, Elizabeth Short realizou seu sonho, estreando nas telas de Hollywood com um filme que carrega seu “nome artístico” de grande força: Black Dahlia.
            O romance não procurou retratar a vida de Elizabeth Short e sim as consequências (principalmente psicológicas) do seu assassinato para a vida de Los Angeles, mas especificamente de Hollywood.
            Atualmente já se sabe o bastante sobre a vida de Elizabeth Short e de George Hodel (mais aceito como possível assassino), sendo assim uma nova produção na “grande tela” mais baseada na história real certamente poderá causar maior impacto que o atual filme baseado no romance de James Ellroy.


DÁLIA NEGRA NA HISTÓRIA




      Muitos pesquisadores se dedicaram anos a fio para reconstruir a história do assassinato de Elizabeth Short e desvendar o caso “Dália Negra”. Cada trabalho publicado colocou mais alguns tijolos nesta obra macabra da humanidade. Alguns destes fazem o deleite daqueles que já se tornaram aficcionados pelo caso e valem ser lidos. Como falamos no início, é muito difícil conhecer um pouco da história deste assassinato e não querer saber mais.

REFERÊNCIAS

GILMORE, John. Severed, the true story of Black Dahlia. Amok Books. 2°Ed. Los Angeles, 2006.

HODEL, Steve. Black Dahlia Avenger, the true story. Harper. New York. 2004.

HODEL, Steve. Most Evil. Avenger, Zodiac, and the Further serial murder of Dr. George Hill Hodel. Dutton. New York, 2009.

HODEL, Steve. Black Dahlia Avenger II, the true story. Thoughtprint. New York, 2012. (interessante complemento de mais seis anos de investigação)