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24 de março de 2018

O Mirante




Em uma cidade de Minas Gerais existe um mirante que fica em um dos lugares mais altos da cidade em meio às montanhas, para chegar ate este local e preciso subir 40 km a carro e andar mais ou menos mais 2 km a pé por ter uma parte não acessível para carros e nenhum outro meio de transporte. Neste lugar pessoas que lá freqüentam ou por lá passam dizem escutar um choro de uma menina e ate mesmo gritos às vezes, já comentaram que ate já viram vultos e coisas muito estranhas acontecerem ali em sua redondeza. Dizem que o lugar e mal assombrado devido ao um estupro seguido de assassinato que aconteceu no local, contam que uma menina foi violentada por dois rapazes que tiveram mortes misteriosas. Um dia após e seus corpos foram encontrados no mesmo local justamente onde o da menina fora encontrado. Era domingo dia 18 de julho de 2010, Rodrigo e seus amigos; Roberto, Julia, Janny e Maria estavam se preparando para acampar neste mirante, tudo estava preparado, estavam de férias e queriam curtir e visitar locais diferentes, como não tinham ido a este local queriam conhecer até pelo fato da historia que cercava o local. Saíram logo cedo para poderem ajeitar tudo o quanto antes. No meio do caminho o carro morre e nada faz com que ele funcione novamente de repente a noite cai e eles então resolvem abandonar o veiculo e seguir a pé já que não estava mais tão longe e seria inútil a tentativa de fazer o carro pegar.

Ao se aproximarem notam que uma luz ilumina o lugar bem em cima do mirante, uma luz fraca, mas que mesmo assim chamou atenção de todos, notam também três silhuetas próximas a luz, mas não podiam ver seus rostos, resolveram então perguntar quem estaria ali, porém não obtiveram resposta, então vão subindo um a um devagar para poderem ver quem e o que estava acontecendo, à medida que se aproximavam percebem que o frio aumentava assustadoramente, perceberam também que a luz havia se apagado e que não tinha ninguém no local, assustados começam a conversar entre si perguntando se realmente todos tinham visto as três pessoas que estavam ali há minutos atrás, e todos confirmam, mas misteriosamente não tinha mais ninguém no local. 

Após alguns minutos de discussão resolvem então esquecer o ocorrido e cada qual pega seus pertences e começam a ajeitar as barracas, quando misteriosamente de longe escutam um choro , um choro que aparentava ser de uma menina, Roberto liga a sua lanterna e ilumina o local de onde vinha o choro e resolve se aproximar para checar, quando de repente o choro para e se ouve um grito de pavor, algo realmente agoniante e estridente vindo do mesmo local de onde vinha o choro, assustadas as meninas entram para barraca, Roberto vai então à direção do lugar e Rodrigo fica de olho no local aonde estava sendo armado o camping, Roberto vai se adentrando mata afora quando se depara com uma cena totalmente fora de sentido uma menina chorando que acenava como se despedisse, quando ele se aproxima a menina desaparece como fumaça ao vento, Roberto volta imediatamente para o local onde estão seus amigos e rapidamente chama todos para sair do lugar que aquilo era surreal o que estava acontecendo , mas Rodrigo pede calma e fala que quer ficar por pelo menos uma noite e que tudo aquilo era fruto da sua imaginação devido o cansaço e até brinca perguntando o amigo se ele havia tomado o ácido que ele tinha trago , Roberto sorri e se tranquiliza então todos vão para a barraca e começam a beber e a se entupirem de drogas. 

O tempo vai passando e todos já parecem meio chapados, Rodrigo e Janny começam a se pegar, Roberto fica com Maria enquanto Julia bebe e espera a vez de participar da brincadeira que logo vira uma verdadeira orgia a festa vai ate tarde, mas quando chega quatro da madrugada alguns adormecem e apenas Rodrigo e Maria ficam acordados e vão arrumando as bagunças no local, porem algo de estranho acontece , de longe eles escutam novamente um choro assustador seguido de um grito pavoroso, Rodrigo corre para ver o que esta acontecendo, chegando ao local onde vira a menina próximo de uma ladeira avista uma menina ensanguentada caindo deste lugar ele corre para tentar segurar mas não chega a tempo , ao se aproximar da ladeira percebe que não tem nenhum corpo caído ali, poderia ver perfeitamente se algo tivesse caído ali por ser um lugar bem baixo , repentinamente ele escuta outro grito só que desta vez ele o reconhece era Maria , ele corre então de volta ao mirante e se depara com uma cena assustadora Maria estava morta , tinha caído de cima do mirante misteriosamente , os seus amigos que ainda estavam dormindo acordam desesperados com os gritos de Rodrigo e não consegue entender o que aconteceu no lugar , eles imediatamente tentam socorrer a garota , mas nada e possível ela já estava sem pulso . Um carro passa no local e se depara com a situação ligam então para a policia, com a chegada dos policiais no local, eles logo levam todos para a delegacia para esclarecerem o que tinha ocorrido, e devido a pericia feita no local e de acordo com a autopsia feita imediatamente dizem que Maria havia assustado antes da morte mas não conseguem entender com o que Maria tinha se assustado, Rodrigo explica a situação que era apenas um acampamento, mas os policiais notam que ele estava bêbado e drogado e muito alterado assim como os demais envolvidos.  

Os jovens são condenados por homicídios e vão a julgamento, Rodrigo pega pena de oito anos de cadeia em regime fechado por ser maior de idade e ter conduzido os demais ate o local, uso de drogas entre outros, sendo todos os outros menores de idade vão para clinicas de tratamento onde lá ficam por um tempo. Ate hoje nada se sabe sobre o ocorrido, Rodrigo já solto ate hoje afirma não saber o que aconteceu no local, às vezes cai em contradição dizendo que Maria tinha visto os espíritos dos estupradores do crime que aconteceu e chocou toda cidade, os outros que estavam no local não sabem de nada não se lembram da festinha nem mesmo do ocorrido era como se não estivem no local. O mirante foi fechado, mas muitos ainda o freqüentam para bebedeira, acampamento mesmo sabendo que e um local de risco, ate hoje dizem escutar gritos e choro no local, muitos afirmam ver vultos de dois rapazes (supostos estupradores fantasmas) e de uma menina, que seria da menina que foi morta, dizem também ver a menina caindo da ladeira que foi onde os estupradores haviam jogado o corpo depois de terem matado. O local e chamado de Mirante Do Inferno. O ultimo visitante foi encontrado pela policia no mato em estado de choque e com o rosto desfigurado, quando recuperou do trauma contou que foram duas meninas que tinham feito aquilo.

By:Glaucow Maciel Freitas
BLOG :http://horrorurbano.blogspot.com/
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11 de novembro de 2017

O Cadáver no Quintal



Oliver e Jéssica tinham acabado de se casar e compraram uma casinha para poderem morar juntos. Era uma casinha humilde e simples, mas com certeza era melhor que pagar aluguel. Eles mudaram para a casa e com pouco de tempo eles iriam mobiliando e arrumando pouco a pouco as coisas. Certa noite Jéssica tinha preparado o jantar e chamado Oliver, eles comeram e como não tinham ainda uma TV resolveram sentar perto da porta dos fundos e observar o quintal enquanto batiam um bom papo, passaram se algumas horas quando alguma coisa muito estranha chamou a atenção de Jéssica, uma figura que parecia com uma mulher apareceu no fundo do quintal andando de um lado para outro, como se estivesse perdida.

A esposa então mostrou Oliver que ficou assustado com aquilo, de repente aquela figura sumiu, simplesmente evaporou como em um passo de mágica, Oliver foi ate o lugar pensando que poderia ser alguém invadindo a residencia, mas nada foi encontrado, apesar de muito estranho resolveram deitar após algumas buscas. 

No dia seguinte logo após o jantar fizeram o mesmo, sentaram na porta dos fundos e observavam o quintal foi quando a mesma mulher apareceu no fundo do quintal desta vez executava movimentos desengonçados um tanto quanto estranhos e  a figura parecia mancar muito, porém  desta vez Jéssica mais intrigada reparou que a mulher do quintal estava com uma barriga saliente aparentando uma gravidez, Jéssica descontrolada correu para o quintal afora chamando pela mulher, Oliver achou estranha a atitude de Jéssica que quando chegou perto da suposta mulher, ela simplesmente desapareceu novamente, aquilo estava ficando muito estranho para o casal, foi quando então Jéssica pegou uma pá e começou a cavar o quintal, Oliver ficou olhando e perguntando o que Jéssica estava fazendo, foi quando Jéssica sentiu algo na terra alguma coisa mais sólida no fundo daquele quintal, quando ela puxou a pá achou uma ossada, imediatamente ligaram para a policia que chegou ao local e começou a averiguar, de cara notaram que se tratava de um esqueleto de uma mulher por causa dos quadris largos e junto deste um segundo cadáver. este de um feto.  

Por: Glaucow Freitas
BLOG :http://horrorurbano.blogspot.com/
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22 de outubro de 2017

O Curioso caso de Ignácio Torres





Em Guadalajara, México, conta-se a história de que a família Torres Altamirano tinha um filho que supostamente teria nascido possuído pelo demônio, os médicos ficaram assustados porque nunca haviam visto algum caso semelhante durante toda a sua carreira. Na verdade o menino tinha muito medo do escuro e de lugares fechados, quando ficava sozinho no seu quarto durante a noite ele chorava muito. Por esse motivo o menino tinha que dormir com as velas de seu quarto acesas e com as janelas abertas, seus pais não podiam pôr no seu quarto qualquer objeto que produzisse sombra para não assustá-lo. Uma noite, um vento muito forte entrou pela janela e apagou as velas do cômodo deixando Ignácio no escuro total, este gritou e chorou. Quando amanheceu seus pais encontraram-no morto, ele ficara com tanto medo que teve um infarto e veio a falecer. Dizem que Ignácio faleceu exatamente quando completou um ano, sua família velou seu corpo e ele foi sepultado em um cemitério local, o Panteón de Belén. Foi uma cerimônia bem íntima, pois antigamente pouca gente assistia enterros de crianças. No dia seguinte o guarda noturno do cemitério procurou as autoridades afirmando que haviam desenterrado o cadáver de Ignácio Torres Altamirano porque ele o encontrou sobre sua lápide, assim colocaram-no de volta em seu lugar, porém, o mesmo aconteceu por dez dias consecutivos o que reunia várias pessoas para assistirem ao espetáculo pela manhã. A situação incomodava a família Altamirano até que o vigia foi falar com eles que acabaram comentando sobre o mal que afligia seu filho quando vivo. Assim a família mandou construir um caixão de pedra com três fendas em sua superfície para que entrasse os raios do sol e a luz da lua, desse jeito o menino não ficaria no escuro e jamais voltaria a sair se seu túmulo. Várias pessoas que visitam o Panteón de Belén dizem que sentem a presença do menino e por isso deixam brinquedos em sua tumba para mantê-lo "ocupado" e não as assustarem.



Horror Urbano.

22 de junho de 2017

Veja , acorda ... vá !




Era um final de semana qual não queria fazer exatamente nada, apenas descansar , resolvi alugar alguns filmes para poder assistir em casa para pelo menos matar o tempo até a rotina da semana seguinte. Um dos filmes fora recomendado pelo dono da locadora que mal conhecia, não era de alugar filme naquele local, mais o meu local favorito estava fechado. O filme se quer tinha capa ou algo do tipo, ele simplesmente me entregou junto dos escolhidos e disse abrindo um sorriso amarelo enquanto me olhava de forma curiosa:
- Assista este e muito bom, pra você vai ser uma grande surpresa, vai amar .
Achei tudo muito estranho mais como era brinde aceitei e agradeci, fui ate meu carro e dirigi ate minha casa, no meio do caminho comecei a revirar a sacola até encontrar o filme indicado, fiquei olhando aquela fita distraído até escutar uma buzina, estava tão distraído que entrei na contra mão e quase causo um acidente que poderia ser fatal, guardei a fita e segui caminho até minha casa. Chegando em casa guardei o carro na garagem e fui ate a sala onde deixei todas as fitas, fui ate a cozinha preparar algo para comer para assistir os filmes, estava curioso com aquela fita, no entanto que ao chegar à sala foi a primeira que peguei, a coloquei no vídeo e ela não estava rebobinada , ao apertar o botão para rebobinar o vídeo desliga de forma misteriosa, olhei na tomada , desliguei e liguei novamente mas nada do vídeo funcionar, a fita estava presa e meu vídeo cassete  supostamente queimado, fiquei fulo da vida por isso, porém tinha outro vídeo o pequei e se quer tive trabalho de tirar a fita do vídeo queimado , pequei um dos filmes que tinha escolhido e fui ver todos em seqüência. Ao terminar o ultimo filme o relógio já marcava 23H, resolvi deitar e dormir, no meio da noite escuto o barulho do vídeo rebobinando uma fita, fiquei imaginando o que estaria acontecendo, fui até a sala e notei que o vídeo que ate então estava queimado funcionava normalmente e a fita estava totalmente rebobinada, aquilo me deixou curioso e aflito, lembrei do sorriso do senhor e do seu olhar dizendo para eu ver a fita que iria amar, liguei imediatamente e uma imagem de calibragem de cor apareceu , adiantei ate aparecer uma cena curiosa, em um local conhecido duas pessoas estavam paradas uma diante a outra ... Opa ! era a locadora , e aquele ali era o senhor que me indicara o filme , e quem e aquele rapaz ali no canto da fita ele éhh ... Sou eu ? ... Como ? ........... Sou eu , mais como pode ser ?
Alguns minutos depois uma terceira pessoa entra na locadora e atira contra o dono da locadora e contra minha pessoa, até então não sabia que estava morto. Eu estou morto? O dono da locadora? O que quis dizer com você precisa ver essa fita, agora estou livre, desperto. 

Se copiar colocar devidos créditos.
Ass : Glaucow M Freitas 

16 de junho de 2017

A Noiva






Era uma vez um casal apaixonado, namoraram durante três anos ate que resolveram se casar. Hamilton e Sarah formavam um belo casal e suas vidas eram super compatíveis e isso tornava o relacionamento amistoso e perfeito. Tudo ia muito bem e com o passar dos anos resolveram se casar. O dia apesar de nublado estava lindo para os pombinhos, não pelo clima, mais pela ansiedade e beleza que radiava no casal, Sarah propôs o casamento em uma capela, uma igreja simples que ficava em uma ilha do estado em que morava, o lugar apesar de simples era perfeito para a situação e sempre fora admirado por Sarah, Hamilton que era um grande noivo não fez pouco caso e logo tratou de arrumar uma forma para realizar o sonho da noiva e tratou de arrumar então uma forma de todos atravessarem o rio, ficou decidido que a travessia seria de balsa, Hamilton atravessaria separado com padrinhos de sua escolha e Sarah na seqüência  faria o mesmo , os demais em uma balsa maior  . No dia do casamento a correria era intensa e o nervosismo era inevitável, Sarah estava com os nervos a flor da pele, afinal era seu grande dia, Hamilton tentava conter a agitação mais era impossível, pois era visível ao olhar de todos que com ele estava. No dia do casamento todos encontraram próximas as docas para poderem pegar o transporte, ventava muito e isso poderia dificultar a travessia, mas desistir era uma palavra irreconhecível para o casal. 

Os convidados atravessaram, em seguida Hamilton com respectivos padrinhos,  por ultimo Sarah com os seus, no meio da travessia  o vento voltou a soprar forte e todo cuidado era pouco, de repente Sarah ao tentar se proteger da poeira que vinha com o vento tropeçou e caiu no rio, ao cair na água Túlio e Renan seus irmãos que com ela estava pularam para socorrer a noiva, Hamilton que já estava do outro lado a espera nada notou, Sarah se debatia para tentar manter acima da água para não afogar , mais sua luta era em vão pelo seu nervosismo afundava cada vez mais, a medida que debatia  ia se afogando, os irmãos não conseguindo a segurar mergulharam para poder encontrá-la, mais já era tarde, Sarah havia afogado e sumido  e nem sinal de seu corpo. Os irmãos subiram na balsa chocados e tristes enquanto os demais ligavam para o corpo de bombeiros que imediatamente estava no local, Hamilton ao ficar sabendo  desesperado tentou pular atrás, mais foi contido pois o tempo não estava legal e corria o risco de se afogar também. 

O casamento tinha acabado e a dor de Hamilton era enorme, todos estavam abalados com a situação um tanto quanto trágica e comovente. O corpo de bombeiros trabalhou horas e horas mais nada fora encontrado, com muito tempo de buscas o buque foi encontrado, mais o corpo desaparecera de forma misteriosa, não encontraram mais nada. O tempo passou e as buscas foram cessando já que não tinham sucesso, se quer pistas, Hamilton entrou em depressão e não sabia o que fazer. 

Os anos se passaram e moradores locais da ilha ou nas proximidades dizem que em toda noite de 15 de Outubro e em algumas outras mesmo que o tempo esteja aberto repentinamente uma ventania começa e escutam próximo ao local um choro vindo de algum lugar, dizem também ver na proximidade do acidente um vestido de noiva boiando sobre a água, pescadores dizem que o vestido fica ate se aproximarem e então é sugado de maneira súbita e desaparece, alguns ate comentam que já viram Sarah vagando com seu vestido próximo as docas nas madrugadas. 

Um pescador e morador local disse que certo dia estava pescando quando de longe avistou o vestido, pensou logo na historia dos demais e no caso, resolveu então se aproximar para checar, a medida que se aproximava o vestido mudava da cor branca para vermelho, foi quando notou algumas bolhas de ar vindo do local , disse que no momento ficou assustado e pensou em pular no local para supostamente socorrer seja lá o que estivesse se afogando ali, mas por um relapso despertou como se tivesse hipnotizado e saiu imediatamente do local, alguns pescadores morreram no local tempo depois da morte da noiva, os corpos dos mesmos eram encontrados em diversos locais, sem hematomas, porém com os pulmões cheios de água, já o corpo de Sarah até hoje não fora encontrado. Com o passar do tempo Hamilton mudou para evitar constrangimento e chateação. Ainda com o buque, que de forma milagrosa e estranha ainda esta impecável e se quer uma flor morreu, ele as deixa em um vaso e todo dia que o olha nota que as flores estão molhadas e o vaso com água, todo dia tem de tirar a água do vaso que ninguém sabe explicar com vai parar ali e como as flores não morrem, ninguém sabe. 

Se copiar colocar devidos créditos , Obrigado !  

Ass : Glaucow Maciel Freitas

7 de abril de 2017

O Caso Dália Negra (Elizabeth Short) 18+

Elizabeth Short era bela moça que almejava o sucesso e alcançou a fama de uma forma bem fúnebre. Conheça uma das histórias mais misteriosas de Hollywood. Um eterno caso sem solução, o Caso Dália Negra.

Elizabeth Short era bela moça que almejava o sucesso e alcançou a fama de uma forma bem fúnebre. Conheça uma das histórias mais misteriosas de Hollywood. Um eterno caso sem solução, o Caso Dália Negra.


Antes de iniciarmos o estudo sobre o assassinato da Dália Negra, vale advertir ao leitor que este caso tem a característica de produzir aficcionados! De fato, é o caso de assassinato mais notório do século XX, despertando a curiosidade de milhares de pessoas ao redor do Mundo. Isto nos leva a um questionamento: Por que um assassinato simples (de uma única pessoa) causou, e causa, este “turbilhonamento emocional” em todas as pessoas que tomam conhecimento deste obscuro caso ocorrido no final da década de 40?
            A resposta estaria na brutalidade com que o corpo da jovem fora violentado e dilacerado?
            Estaria no fato de a morte trágica de uma bela jovem ser sempre traumático para os que vivem e especulam como seria o seu futuro?
            Seria o fato de o criminoso não ter deixado pistas que a polícia pudesse seguir, fazendo com que este se transformasse, por tanto tempo, em um caso sem solução?
            Seria pelo fato de que o corpo dilacerado e inanimado da jovem fora deixado de forma a montar meticulosamente uma imagem surreal, como se o assassino estivesse tentando deixar uma mensagem artisticamente macabra para a humanidade?
            Seria, ainda, a imediata participação da mídia, a qual fez com que o caso, em poucos dias, fosse apresentado ao Mundo, com todos os detalhes terríveis, bem como a frustração da polícia em desvendar o crime?


QUEM FOI ELIZABETH SHORT ? 


Elizabeth Short nasceu em Hyde Park, subúrbio de Boston, a 29 de julho de 1924 e vivia com sua mãe em Madford, Massachusetts. Filha de Cleo e Phoebe Short, possuía mais quatro irmãs. Seu pai, Cleo, abandou a família em 1930, e então a Sra. Phoebe assumiu sozinha os encargos de criar as cinco filhas. Em 1942, Elizabeth Short era uma jovem muito atraente e estava cursando o segundo ano do ensino médio quando resolveu abandonar tudo e seguir para Miami, onde conseguiu um emprego de garçonete. Em Miami conheceu o major aviador Matt Gordon Jr., com quem passou a se corresponder com frequência.
Em janeiro de 1943 viajou para Santa Barbara, California, onde conseguiu um emprego no Posto de reembolsável da Base Militar de Camp Cook. Sua permanência aí também foi curta, pois descobriu que seu pai vivia em Villejo, localidade próxima onde ela estava. Numa aproximação com o pai, acabou indo morar com ele, mas como a convivência entre ambos não foi satisfatória, Beth retornou para Santa Barbara em setembro de 1943.

            A jovem admirava a farda militar e gostava de frequentar os bares e clubes noturnos, onde ficava rodeada de militares. A 23 de setembro, logo ao retornar a Santa Barbara, foi presa por consumir bebida alcoólica; ela tinha apenas 19 anos. Em acordo com as autoridades, foi liberada para retornar à casa de sua mãe em Madford.

            Durante todo o período da guerra continuou escrevendo para seu namorado, o major Gordon, e, em abril de 1945, ele a propôs casamento. Beth estava pronta para ser a esposa de um oficial e levar a vida que ela planejara para si, por isso aceitou o pedido.

            Esta estória poderia parar por aqui com um “...e viveram felizes para sempre...”, contudo quando o major Gordon retornava para casa no inverno de 1945 sofreu um acidente na Índia e morreu.

            Desorientada saiu de casa novamente para a Florida, arranjando um emprego, também de garçonete, em Miami Beach. Novamente, desiludida retornou a Madford em fevereiro de 1946. Desta vez foi trabalhar como caixa num cinema. Este trabalho deve ter acendido suas esperanças de sucesso, pois era uma jovem muito bonita e gozava de certa liberdade, não seria difícil imaginar uma carreira promissora como atriz em Hollywood. Assim, partiu em abril daquele ano para a California com destino ao glamour de Hollywood.

            Em Hollywood passou por várias pensões e hotéis, dividindo quartos com diversas outras garotas durante todo o restante do ano de 1946.

            O sonho de estrear no cinema, ostentando um nome artístico famoso seria realizado, mas não em vida. Até então ela era apenas Elizabeth Short, vista com vida pela última vez a 9 de janeiro de 1947 ao sair do bar do Hotel Biltmore.

O CRIME


            Era manhã, por volta das 10:30h, quando uma mulher residente local que caminhava com sua pequena filha encontrou o corpo jogado na grama próximo a calçada, no cruzamento da 39th Street e Norton Avenue em Leimart Park, Los Angeles. Atônita e mal podendo falar dirigiu-se a algum local nas vizinhanças e ligou para a polícia.

            O repórter do Los Angeles Examiner, Will Fowler, que escaneava as frequências da polícia em busca de furos jornalísticos, e seu fotógrafo, Felix Paegel, foram os primeiros a chegar à cena do crime. Esperavam encontrar um homem bêbado caído ao lado da calçada, mas o que encontraram foi o corpo de uma bela jovem seccionado ao meio na altura do tórax, com algumas outras mutilações.
            Como chegaram antes dos policiais, ficaram livres do tradicional isolamento da área do crime e puderam tirar cuidadosamente suas fotos que chocariam o Mundo inteiro.








 Em alguns minutos chegaram os primeiros policiais fardados da LAPD’s University Division e, em seguida, os investigadores Harry Hansen e Finis Brown, designados para o caso.
            A disposição do corpo revelava certo cuidado por parte do assassino. Ele não jogou apenas os restos mortais no terreno, mas os dispôs na posição correta, tronco e braços acima e pélvis e pernas abaixo, guardando o cuidado de manter um desalinhamento e separação entre uma e outra parte, para que se percebesse, logo à primeira vista, que estavam separados. Os braços foram colocados acima da cabeça como indicando uma pose artística. A boca da vítima fora rasgada quase que de orelha a orelha, lembrando um macabro sorriso.

            Não havia sangue espalhado, como seria de se esperar de um corpo tão severamente mutilado; também não havia qualquer fragmento de osso que indicasse uma ação com instrumentos grosseiros e inadequados.

            Os detetives encontraram próximo ao corpo alguns sacos de cimento (vazios) com traços de sangue, possivelmente utilizados para carregar o corpo de um carro até o local onde foi depositado no chão. Também encontraram pegadas de sapato impressas com sangue, certamente do assassino.

            Como nenhuma identificação fora encontrada perto da vítima, ela recebeu a denominação de “Jane Doe Number 1” e o corpo foi removido para autópsia.

            No dia seguinte o chefe legista do município de Los Angeles, Dr. Frederic Newbarr, divulgou seu laudo que dava como causa mortis“hemorragia e trauma devido a contusão cerebral e lacerações na face”, resultante de múltiplos golpes com instrumento contundente.  A incisão no corpo fora realizada pelo abdômen e, então, através do disco intervertebral entre a segunda e a terceira vértebras lombares, num procedimento chamado hemicorporectomia. Certamente um trabalho de um profissional da medicina treinado em cirurgia. Dr. Newbarr estimou a hora da morte em cerca de 24 horas antes do corpo ser encontrado, portanto por volta das 10:30 h do dia 14 de janeiro de 1947. O assassinato ocorreu em outro lugar, onde se deu o procedimento cirúrgico, e após o corpo foi transportado para o local onde foi encontrado.

Neste momento ainda não se conhecia a identidade da vítima. Como havia uma grande ânsia de se resolver o caso, a Polícia de Los Angeles permitiu mais uma vez que a imprensa tomasse à dianteira nos procedimentos; assim, o editor do jornal Los Angeles Examiner propôs aos detetives utilizar o moderno equipamento de foto fac-simile do jornal para transmitir o cartão com as digitais da vítima para o escritório de Washington, de onde agentes do FBI poderiam rapidamente levá-lo para a Seção de Identificação. Este procedimento permitiu que a polícia chegasse rapidamente a identidade da vítima, mas deu mais material para que  jornal explorasse o caso. A jovem assassinada era Elizabeth Ann Short, de 22 anos.

O CASO DÁLIA NEGRA


            O caso do assassinato da Dália Negra tomou vulto e notoriedade jamais superados no século XX. É verdade que as circunstâncias e componentes do caso são traumáticos: assassinato de uma jovem tão bonita, a crueldade aplicada tanto na morte quanto na mutilação posterior do corpo, a falta de pistas do criminoso, etc. Contudo, podemos apontar como um dos fatores determinantes para a notoriedade do caso, o grande envolvimento da imprensa.

            De fato, a rápida chegada da imprensa ao local, com possibilidades de fotografar o cadáver antes que a polícia fizesse seu isolamento e a fácil aceitação do LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles) da contribuição da imprensa no caso, manipulando evidências (e noticiando-as também), permitiu a divulgação do caso numa escala jamais vista. Exemplo disso é o fato de que a tiragem do jornal Los Angeles Examiner no dia 16 de janeiro foi a maior deste jornal, somente superada pela edição especial do dia da Vitória.

            Outra contribuição da imprensa para o caso que definitivamente o tornou uma notoriedade foi o nome dado à vítima, Dália Negra. Elizabeth Short em vida nunca teve um nome artístico, porém o nome que a imprensa lhe deu jamais será esquecido. Este nome provavelmente foi inspirado num romance de Raymond Chandler,The Blue Dahlia, que retratava uma estória de assassinato e mistério; e fora filmado em Los Angeles no verão de 1946.

            A “contribuição” da imprensa aparentemente prejudicou muito o curso da investigação, haja visto que logo após ser noticiado várias pessoas se entregaram à polícia de Los Angeles alegando serem os verdadeiros assassinos da Dália Negra, confundindo o curso da investigação e gastando muitas horas-homem de cansativas investigações. Levando-se em conta que mais de 50 pessoas assumiram a autoria do crime, o trabalho dos investigadores quase se inverteu, deixando de procurar provas que incriminassem determinado suspeito para procurar provas que inocentassem o suposto assassino réu confesso!


O CASO DO ASSASSINO DO BATOM VERMELHO

            Utilizando a parceria da imprensa, o LAPD (Los Angeles Police Departament) resolveu mudar de tática e aceitar um dos confessores, Joseph Dumais, deixando publicar que o caso estava resolvido, mesmo tendo provas que Dumais não era o criminoso, apenas um desequilibrado. A tática consistia em utilizar o egocentrismo do assassino contra ele mesmo e forçá-lo a se entregar. Acreditava-se que, sendo outra pessoa reconhecida como o autor deste crime notório, o assassino se sentiria roubado em sua fama e daria um novo passo se entregando ou cometendo algum erro que o denunciaria.

            Sua reação foi a pior possível e inesperada. Além de não se entregar, cometeu outro assassinato. A vítima foi Jeanne French, uma aspirante a atriz que ganhara alguma fama em Los Angeles, posteriormente havia trabalhado como enfermeira e fora uma das primeiras mulheres a adquirir o brevê de piloto nos Estados Unidos. Seu corpo foi encontrado nu a 10 de fevereiro de 1947 (apenas dois dias após ter sido noticiado a prisão de Joseph Dumais e o fim do caso Dália Negra) em um lote vazio na Grandview Avenue, cerca de 7 milhas de onde fora encontrado o corpo de Elizabeth Short. Em seu corpo fora escrito com batom vermelho FUCK YOU e assinado B.D. (Black Dahlia).

Jeanne sofrera vários golpes no tórax, rosto e cabeça e teve sua boca cortada à semelhança de Elizabeth Short. A causa mortis foi determinada como resultado da perfuração do coração por uma das duas costelas quebradas pelos golpes. Logo após este crime, e fracassada a tática da polícia, Dumais foi solto e considerado apenas um desequilibrado. A imprensa se apressou em apelidar o caso de Assassino do Batom Vermelho.
            A autoria deste crime foi, inicialmente, ligado ao Caso Dália Negra, contudo a falta de provas fez com que os crimes fossem tratados separadamente e continuam a compor o rol deCold Cases do LAPD. Muita coisa se falou e se investigou sobre o caso Dália Negra, contudo nunca se ultrapassou a barreira de uma simples coletânea de indícios circunstanciais. O primeiro investigador designado para chefiar o caso, Harry Hansen, aposentou-se vinte e três anos depois sem esconder a sua frustração com o caso não resolvido. Outros investigadores que o sucederam, da mesma forma, se aposentaram sem qualquer progresso.


O ASSASSINO

            Muitos anos após, e estando quase esquecido o crime, um detetive aposentado do LAPD, chamado Steve Hodel lançou novas luzes sobre o caso. Em 1999, após a morte de seu pai George Hodel, encontrou um intrigante álbum de família composto por fotos de pessoas que aparentemente significavam muito para ele e que guardara com muito cuidado durante várias décadas. As pessoas que apareciam nas poucas fotos eram duas de suas ex-esposas, alguns de seus filhos, a nora (do primeiro casamento de Steve) e, curiosamente, duas fotos de Elizabeth Short, aparentemente pouco tempo antes do assassinato. Em uma destas fotos, Elizabeth Short aparentemente estava nua ( a foto fora recortada para ficar do mesmo tamanho das demais e mostrava apenas seu rosto e parte dos ombros nus).

            Desde este momento Steve iniciou um intenso trabalho de investigação sobre seu pai, George Hodel, o qual praticamente desconhecia, pois o estilo de vida e a postura distante da família que assumira durante toda a sua vida formava uma verdadeira muralha em volta de seu caráter e de seus atos durante toda a sua vida. Suas descobertas foram assustadoras, revelando George Hodel como um homem excêntrico, de extrema inteligência e capaz de realizar atos dos mais brutais já imaginados. As diversas ligações de George Hodel com o caso (embora circunstanciais) parecem não deixar dúvidas de que ele foi realmente o autor deste bárbaro crime, além de muitos outros. No entanto viveu livre e confortavelmente até os últimos de seus dias com mais de 91 anos.


GEORGE HODEL



            Desvendar George Hodel foi uma tarefa que demandou muitos anos de investigação de seu filho Steve Hodel. O resultado de suas pesquisas foram inicialmente divulgadas no seu livro The Black Dahlia Avenger, lançado em 2003 nos Estados Unidos.

            George Hill Hodel Jr., filho de imigrantes russos, nasceu em Los Angeles em 1907. Seus pais se preocuparam muito com sua formação intelectual e educação formal. Aos 9 anos de idade já era um exímio pianista e fora escolhido para dar um recital para a comissão belga que fora aos Estados Unidos para as celebrações aos franceses. Seu QI excepcional, 186, situava-se um ponto acima do de Albert Einstein, o que lhe rendeu vários anos no programa de pesquisa de QI do Dr. Lewis Terman.

            Em 1923, com apenas 15 anos, ingressou no California Institute of Technology em Pasadena. Porém, sua prodigiosa carreira como engenheiro químico foi interrompida pela sua expulsão resultante de sua tendência para o lado obscuro da vida (as razões são incertas, informa-se que foi por motivo de ter engravidado a esposa de um membro da faculdade ou por jogar poker, jogo proibido).

            Trabalhou inicialmente como motorista de taxi e em outros pequenos empregos. Trabalhou também como jornalista, porém em 1928 ingressou no programa médico da University of California em Berkeley, onde se graduou em 1932. Por volta desta época, estava casado com Emilia, sua primeira esposa, e já tinha um filho chamado Duncan, quando então conheceu Dorothy Anthony. Seu poder persuasivo convenceu as duas mulheres em reunir todos numa única família. Dorothy deu à luz uma filha, Tamar.

            Por volta de 1939, estava trabalhando no L. A. Country Health Department, já desvencilhado de Emilia e Dorothy, passou a viver com outra Dorothy, Dorothy Huston, a quem chamava de Dorero para que seus amigos não confundissem com sua esposa anterior. Desta união nasceu Steve e outros dois irmãos. Futuramente se casaria com June, sua última esposa.

Em 1945 foi admitido na UNRRA (United Nations Relief and Rehabilitation Administration), indo trabalhar, no início de 1946, na China. Lá, embora fosse civil, possuía o posto honorário e as honras de general de três estrelas. Retornou a Los Angeles em setembro de 1946.

            Algumas de suas amizadas demonstram bem o seu estilo de vida. Sua grande vocação para fotografia o aproximou do famoso artista surrealista Man Ray, o qual mantinha contato muito próximo, com prolongadas reuniões noturnas regadas a whisky e a entorpecentes, como cocaína. O próprio George Hodel pousou para várias fotos de Man Ray.

            Em 1949, apenas dois anos após o assassinato da Dália Negra, George Hodel foi preso por estuprar sua filha, Tamar, de apenas 14 anos.

            Tamar contou à polícia que George a drogou e a obrigou a fazer sexo oral com Fred Sexton que, em seguida, copulou com ela; tudo na presença de George e mais duas mulheres. Da mesma forma, após Sexton, George Hodel também a obrigou a fazer sexo oral e copular com ele. Ainda contou que, na sequência, uma das mulheres fez sexo oral com a garota. Tamar também contou que meses antes fizera um aborto patrocinado por seu pai George Hodel.

            Durante o julgamento, Fred Sexton admitiu ter feito sexo com Tamar, também uma das mulheres que os acompanhavam admitiu ter feito sexo oral na garota.

            O processo que fora um grande escândalo em Hollywood, e figurava como uma condenação certa por incesto, sofreu um grande revés. George Hodel ao testemunhar convenceu a todos de que era apenas uma sessão de hipnose onde nada de mais acontecera; que Tamar era uma mentirosa compulsiva e seu lugar não era perante o júri e sim numa clínica psiquiátrica; além de afirmar que as testemunhas que admitiram o caso o fizeram apenas porque lhes haviam oferecido um acordo para prendê-lo (o acordo com a justiça realmente existia, embora fosse para confessarem e não mentir). O final foi a absolvição de Hodel e a completa desmoralização de Tamar.

            Décadas depois, a filha de Fred Sexton afirmou a Steve Hodel que sabia que Tamar não estava mentindo pois seu pai a violentara diversas vezes entre os 8 e 14 anos de idade.


SADISMO SURREAL



The Fantasies
 (Man Ray e às fantasias de Mr Seabrook-1930)

 
            As ligações íntimas entre o artista/fotógrafo surrealista Man Ray e George Hodel, conforme estudos de Steve Hodel, foram muito além da vocação para fotografias de George. Eles realmente dividiram ideias e concepções muito distorcidas da realidade. Steve Hodel em nada exagera ao demonstrar a influência de Man Ray em George Hodel. De fato, este o tratava como um verdadeiro mentor, oferencendo-lhe diversas recepções noturnas em sua mansão.
            Numa rápida pesquisa no Google, procurando-se o nome MAN RAY e selecionando imagens, poderemos encontrar um obra sua de 1930 que muito bem parece inspirar o assassinato de Elizabeth Ann Short: The Fantasies.


Uma breve comparação com as lacerações sofridas por Elizabeth Short deixa claro que o trabalho fora realizado por, pelo menos, mais uma ou duas pessoas que se deleitaram num ritual de sadismo cruel.

Três comparações não podem deixar de serem feitas: primeiro, observando-se o punho da mão direita, sugere-se que a vítima estava amarrada pelos membros para um ritual sádico; segundo, sua púbis fora retalhada com uma faca, deixando diversos cortes trançados, além de haver uma grande incisão logo acima; terceiro, seu mamilo direito juntamente com a auréola mamária fora estirpado tal como sugere a obra de Ray. Para completar o quadro de ritual sádico, durante a autópsia foi encontrado fezes humanas na cavidade oral, no interior da vagina e nos tecidos da cavidade pélvica.
            Embora Steve Hodel aponte Fred Sexton como suspeito número 2, ou possível co-autor, vale lembrar que Man Ray suportou a pressão até que George Hodel foi preso em 1949 e julgado por incesto com sua filha Tamar de 14 anos. Man Ray se mudou definitivamente de Los Angeles apenas dois meses após o término do julgamento, indo morar na França, bem distante do LAPD!


DÁLIA NEGRA NO CINEMA



           Finalmente,  depois de mais de cinco décadas de sua morte, Elizabeth Short realizou seu sonho, estreando nas telas de Hollywood com um filme que carrega seu “nome artístico” de grande força: Black Dahlia.
            O romance não procurou retratar a vida de Elizabeth Short e sim as consequências (principalmente psicológicas) do seu assassinato para a vida de Los Angeles, mas especificamente de Hollywood.
            Atualmente já se sabe o bastante sobre a vida de Elizabeth Short e de George Hodel (mais aceito como possível assassino), sendo assim uma nova produção na “grande tela” mais baseada na história real certamente poderá causar maior impacto que o atual filme baseado no romance de James Ellroy.


DÁLIA NEGRA NA HISTÓRIA




      Muitos pesquisadores se dedicaram anos a fio para reconstruir a história do assassinato de Elizabeth Short e desvendar o caso “Dália Negra”. Cada trabalho publicado colocou mais alguns tijolos nesta obra macabra da humanidade. Alguns destes fazem o deleite daqueles que já se tornaram aficcionados pelo caso e valem ser lidos. Como falamos no início, é muito difícil conhecer um pouco da história deste assassinato e não querer saber mais.

REFERÊNCIAS

GILMORE, John. Severed, the true story of Black Dahlia. Amok Books. 2°Ed. Los Angeles, 2006.

HODEL, Steve. Black Dahlia Avenger, the true story. Harper. New York. 2004.

HODEL, Steve. Most Evil. Avenger, Zodiac, and the Further serial murder of Dr. George Hill Hodel. Dutton. New York, 2009.

HODEL, Steve. Black Dahlia Avenger II, the true story. Thoughtprint. New York, 2012. (interessante complemento de mais seis anos de investigação)